
Da Redação
MANAUS – A manifestação da arte num simples movimento de braço, num balançar de perna ou em uma feição. Desde 2001, o Balé Folclórico do Amazonas traduz sentimentos, fatos históricos e costumes da Amazônia em dança. O aniversário de 15 anos de trabalhos será, obviamente, com muita arte. A programação inclui apresentações até o dia 9 deste mês. Duas são especiais: trata-se do espetáculo ‘Bem do Interior’, no Teatro Amazonas.
Para segunda e terça-feira (8 e 9), a apresentação incluirá a área externa, o hall e à plateia no interior do Teatro Amazonas. Na sala de espetáculos, serão apresentadas coreografias, um documentário que relata a história da companhia e um trecho de Bem do Interior, que é uma releitura de Conceição Souza sobre um casamento típico do interior e as comemorações do evento, como as danças do Paneiro e o Boi-Bumbá. A coreografia é assinada por Weldson Rodrigues, que foi maître de balé da companhia, e Marcus Vinicius, ex-integrante do Balé, que agora integra o Balé Estágio, de São Paulo.
Até esta sexta-feira (05), o Balé Folclórico apresenta um pouco da sua trajetória em ensaios abertos à população ao redor do Gebes Medeiros (antigo Ideal Clube). As apresentações começam ainda na portaria do prédio e vão até o interior do Teatro Gebes Medeiros, onde acontecem rodas de conversas com integrantes do Balé e a exibição de um documentário.
“O objetivo principal do Balé Folclórico é resgatar as danças folclóricas regionais e estilizá-las nas formas de balé neoclássico e contemporâneo. Nós utilizamos também a parte teatral para fazer a costura das cenas apresentadas, já que nós não nos propomos a apresentar apenas uma dança folclórica, mas a nossa arte e a nossa cultura por meio da dança profissional”, explica Adam Souza, assistente de direção do grupo.
O Balé Folclórico do Amazonas, sob a direção de Conceição Souza, integra os Corpos Artísticos do Estado do Amazonas e é um projeto idealizado, criado e mantido pelo Governo do Amazonas, via Secretaria de Cultura. Atualmente, conta com 33 integrantes, entre direção, ensaístas e bailarinos.
