
Do Atual
MANAUS — O artista amazonense Sérgio Vieira Cardoso morreu na manhã deste sábado (3) em Manaus, aos 72 anos. Familiares não divulgaram a causa da morte, mas o artista enfretava problemas coronários.
Bacharel em Direito, pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Sérgio Cardoso se destacou no cenário cultural local e nacional com trabalhos no teatro, cinema, literatura, fotografia e artes plásticas.
Sua temática era, essencialmente, em defesa da Amazônia e da memória de Manaus, com denúncia social e de violência à natureza.
Com 50 anos dedicados a diversos segmentos culturais, estreou no circuito de exposições, em 1975, em Manaus. A partir de 1979 ganhou notoriedade nacional, com exibições de suas pinturas no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Recife (PE) e Brasília (DF).
Em 1981 se mudou para a Venezuela, onde fez doutorado em Administração de Serviços Culturais no Centro Latino-Americano do Caribe de Desenvolvimento Cultural.
De volta a Manaus, além de participiar de exposições e mostras, atua como coordenador de assuntos culturais na Secretaria de Educação e Cultura do Amazonas de 1981 a 1991. Foi, também, diretor superintendente da Televisão Educativa do Amazonas em 1987.
Na teatro, as obras s “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” e “Carmen de La Zone” alcançaram maior destaque.
Em 13 de maio de 2017 foi eleito para ocupar a cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras, que tem como fundador Adriano Augusto de Araújo Jorge e como patrono Euclides da Cunha. Sérgio Cardoso sucedeu Moacir Andrade, antigo ocupante da cadeira.
Em maio deste ano lançou o documentário sobre a trajetória dos irmãos Piola, jogadores de futebol em clubes como Fast Clube (AM), Nacional (AM) e Paysandu (PA).
O Centro Cultural Palácio da Justiça, no Centro Histórico de Manaus exibe atualmente a exposição Papers & True Graphics, com pinturas e fotos do artista.
