

Do ATUAL
MANAUS – O ex-governador Wilson Lima (União Progressista), candidato ao Senado, recorreu da decisão do juiz auxiliar Diogo Oliveira Nogueira Franco, do TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas), que considerou irregular um vídeo de campanha contra a candidata ao governo Maria do Carmo Seffair (PL) e aplicou multa de R$ 10 mil.
Diogo Oliveira julgou parcialmente procedente uma representação apresentada por Maria do Carmo. O magistrado reconheceu a irregularidade do conteúdo e determinou a remoção e proibiu nova publicação.
O vídeo relaciona dois episódios ocorridos na campanha. Em 27 de agosto, a conta oficial de Maria do Carmo compartilhou um comunicado atribuído a uma facção criminosa que ameaçava Wilson Lima e o ex-vice-governador Tadeu de Souza (União Progressista), proibindo a atuação dos dois em áreas sob controle do grupo. No dia 3 de setembro, a equipe de campanha de Wilson foi alvo de um ataque a tiros na zona norte de Manaus, deixando um policial militar ferido.
Nas redes sociais, Wilson afirmou que o atentado foi mais um capítulo das ameaças do tráfico e diz que a ameaça havia sido “comemorada” por uma candidata ao governo, em referência a Maria do Carmo. No vídeo, ele também afirmou que a combinação entre a “ousadia do crime” e a “irresponsabilidade política” produziu a “primeira vítima”, citando o policial ferido.
A defesa de Wilson sustenta que não houve divulgação de informação falsa, mas crítica política. Os advogados também afirmam que a multa prevista na Lei das Eleições se aplica apenas a casos de anonimato e pedem a anulação da condenação. De forma alternativa, solicitam a redução da multa para R$ 5 mil.
Maria do Carmo nega qualquer ligação com o atentado e classifica as declarações de Wilson Lima como “levianas” e “irresponsáveis”.
