
Por Felipe Campin1as, do ATUAL
MANAUS — A Prefeitura de Parintins terá que restaurar 1,2 quilômetro da pista de pouso do Aeroporto Júlio Belém e adotar outras medidas de segurança aeroportuária para que a estrutura volte a receber pousos de aviões turbojatos.
As medidas constam em ofício enviado na última terça-feira (8) pela Gerência Técnica de Fiscalização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) à prefeitura, que administra o aeroporto.
No dia 10 de agosto, a Anac voltou a proibir as operações de pouso de aeronaves de asa fixa com motores a reação no Aeroporto Júlio Belém. A agência permitiu apenas operações de emergência médica ou de transporte de valores.
A decisão foi motivada pela falta de reparos na pista. Segundo a Anac, na última inspeção, os técnicos identificaram grande quantidade de pedriscos soltos ao longo da pista de pouso e decolagem, além de defeitos nos trechos ainda não restaurados.
De acordo com a agência, os “repetitivos adiamentos na execução dos serviços de restauração também contribuíram para a degradação dessa infraestrutura”.
A Anac estabeleceu, como condição para revogar a proibição, a restauração do pavimento dos 1.200 metros da pista de pouso e decolagem que não foram recuperados recentemente, além da pista de táxi.
A agência também determina a elaboração de projeto e a execução da configuração do pátio de aeronaves de acordo com o novo perfil das operações no aeroporto, considerando os voos comerciais com aeronaves turbojato e as operações com aeronaves de asa rotativa.
A Anac indica ainda a aprovação do PSA (Programa de Segurança Aeroportuária) e o aprimoramento da gestão do risco da fauna aviária, com base em dados e boas práticas adotadas em aeroportos brasileiros, para garantir a segurança das operações.
Fiscalização
Desde 2024, a agência acompanha a situação do aeroporto, que anualmente recebe milhares de passageiros que viajam ao município durante o Festival Folclórico de Parintins.
Em dezembro daquele ano, a agência suspendeu os voos de aviões turbojatos devido a falhas na infraestrutura aeroportuária que representavam risco de acidentes. Durante a restrição, a principal companhia que opera no aeroporto utilizou aviões turboélices, de menor porte, com capacidade para até 70 passageiros, para viabilizar o transporte aéreo.
Em abril de 2025, a agência suspendeu a restrição e autorizou as operações, desde que a administração do aeroporto cumprisse os prazos estabelecidos no cronograma de recapeamento das áreas pavimentadas do aeródromo e de recobrimento da área exposta do aterro de resíduos sólidos.
Em março deste ano, a Anac decidiu manter, em caráter provisório, a autorização, com a condição de que a prefeitura realizasse obras de melhoria na estrutura do aeroporto, incluindo recapeamento e sinalização da pista.
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