
Por Ricardo Magatti, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – O Palmeiras conseguiu vantagem mínima no confronto das quartas de final da Libertadores, ao derrotar a LDU por 1 a 0 nesta quarta-feira (9) no Nubank Parque. O esforçado lateral-direito argentino Giay viveu noite inspirada e marcou o único gol da partida, o seu primeiro em mais de dois anos de Palmeiras.
Um ano depois da “noite mágica” contra o mesmo rival, o time alviverde apresentou grande volume de jogo e deixou o campo um pouco frustrado por ter sido incapaz de construir um placar mais confortável. Foi uma atuação razoável, sem brilho.
Não fez muito o time treinado por Abel Ferreira, mas o suficiente para jogar na altitude de Quito, no Equador, daqui a uma semana, com a vantagem do empate para se classificar às semifinais.
Esquema tão venerado por Abel Ferreira, o sistema com três zagueiros foi escolhido pelo treinador, que considera possível ser muito ofensivo com uma linha de três defensores.
Poderia ser um problema porque Piquerez e Giay, os dois laterais, não têm como virtude atacar. Mas o treinador estava certo, em partes, porque Giay, com menos obrigações defensivas, contribuiu como nunca no ataque.
Foi do argentino o gol que abriu o placar, o primeiro em mais de dois anos de Palmeiras, aproveitando rebote como se fosse um atacante. No lance, Vitor Roque, um pouco mais confiante do que em jogos anteriores, finalizou e viu o goleiro espalmar na cabeça do lateral, que viu sua finalização de “peixinho” bater no travessão antes de entrar.
O gol saiu aos 25 minutos. Antes e depois disso, o Palmeiras foi superior. Não muito, mas o suficiente para apertar os equatorianos, visivelmente inferiores tecnicamente e que decidiram encarar de frente o rival, sem limitar-se a se defender.
Não fez mais gols na etapa inicial a equipe alviverde porque falhou nas conclusões e encontrou dificuldades para, tendo bastante volume de jogo, sufocar a LDU. Chegou perto de ampliar com Arias, que parou em defesa de Valle. O time equatoriano pouco produziu ofensivamente. Ainda assim, recebeu um presente de Carlos Miguel dentro da área que Estrada não soube aproveitar
O primeiro tempo alviverde foi razoável. Melhor foram os minutos inicias da segunda etapa. Intenso, o Palmeiras roubou bolas, sufocou a LDU e criou para fazer o segundo. Mas ou Flaco enfeitou demais perto do gol ou Arias não estava com o pé na forma.
O goleiro Valle também fez defesas importantes – a melhor delas em cabeceio de Murilo – e ajudou a esfriar o ímpeto palmeirense a partir dos 25 minutos. Depois disso, o volume foi caindo em parte por causa do desequilíbrio palmeirense ao atacar. O time fez muito pela direita, com Arias por ali e Giay em noite inspirada. E nada pela esquerda, já que Piquerez e Evangelista nada faziam senão desarmar.
Faltaram também jogadas por dentro, mais articulações entre Vitor Roque, Flaco e Arias e tentativas de trabalhar a bola com seus mais técnicos jogadores.
Abel Ferreira preferiu manter o esquema com três zagueiros até o fim e não abriu mão de Evangelista, volante com claras debilidades técnicas. O treinador mexeu apenas uma vez. O time cansou e seguiu incapaz de fazer mais do que lançar bolas à área.
