

Por Naomi Matsui, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – A direção nacional do Progressistas (PP) confirmou nesta sexta-feira (31) que manterá a neutralidade na eleição presidencial de 2026. Isso frustra a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que ainda tinha esperança de contar com um apoio formal do partido e também contar com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice em sua chapa.
“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional”, informou o PP em nota. “A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”.
É a primeira vez que o PP confirma a neutralidade oficialmente, apesar de há dias circular essa decisão.
Nesta quinta-feira (30), foram publicadas notícias de que Tereza Cristina teria mostrado disposição em compor chapa com Flávio. A senador, no entanto, disse não haver decisão tomada e que tudo dependeria do PP.
Tereza Cristina é citada há meses como uma das principais cotadas para o posto, por agregar votos com o eleitorado feminino, o agronegócio e o setor produtivo. Durante as negociações, Flávio passou a chamar Tereza de “Vózinha”, como forma de criar uma proximidade com a senadora.
Flávio Bolsonaro disse que mantém conversas com diferentes partidos e citou o Republicanos, ao qual a administradora Daniella Marques é filiada. Flávio confirmou que fez o convite para o posto de vice de chapa à senadora Tereza Cristina (PP-MS).
“Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Jair Bolsonaro, uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do País. O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não”, declarou, durante café entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); e parlamentares do Estado.
