
Do ATUAL
MAN AUS – O policial civil Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (24) ao ser atingido a tiros por suspeitos de tráfico de drogas que estavam em dois veículos no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus. Luciano era investigador do Denarc (Departamento de Investigação sobre Narcóticos do Amazonas).
Vídeos gravados por moradores mostram o momento em que um homem, suspeito de tráfico, sai de dentro de um Onix cinza e cai ao lado do carro no momento da abordagem policial. Em outra imagem o investigador é retirado do local.
Nas imagens há relatos de que a troca de tiros começou quando quatro policiais chegaram em um Fiat Cronos branco descaracterizado e abordaram os ocupantes de uma picape Amaroc preta e o Onix, que reagiram a tiros. A polícia apurava denúncia de tráfico de drogas. Um dos suspeitos foi preso.
O delegado Daniel Verzain, da Delegacia de Homicídios e Sequestros, disse que eram três suspeitos, sendo uma mulher. A picape usada pelo casal na fuga foi abandonada momentos depois.
Jaime Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado do Amazonas, confirmou a morte do agente. “Houve uma troca de tiros e, inevitavelmente, os bandidos atacaram a polícia, que reagiu, mas o colega foi atingido e, de acordo com as informações que eu estou recebendo, lamentavelmente não resistiu”, disse.
Segundo Jaime Lopes, o investigador foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. “É um fato que mostra os riscos inerentes à atividade policial. Ninguém acredita que vai sair de casa na manhã de sexta-feira e vai morrer”.
Jaime Lopes disse que a falta de efetivo é um dos principais problemas enfrentados hoje pela polícia. “Hoje a gente tem um efetivo pequeno. São poucos colegas e você precisa realmente ter um efetivo significativo para essas situações”. E completou: “não que os colegas não tenham treinamento, obviamente que tem, mas eu acho que são coisas que, dependendo do caso concreto, podem evitar um óbito, eventualmente, especialmente por conta da questão do efetivo”.
Questionado se foi uma operação oficial da Polícia Civil, Jaime Lopes disse não ter falado diretamente com quem estava na ocorrência, mas afirmou confiar na equipe do Denarc. “A galera ali do Denarc são pessoas muito íntegras. Então eu não tenho dúvida de que era uma abordagem, era um trabalho todo direitinho, era uma abordagem de alguma informação, com ordem de missão, com tudo direitinho”, afirmou.
A Polícia Civil informou, em nota, que policiais civis e militares atuam de forma integrada para identificar os suspeitos.
