
Do ATUAL
MANAUS – O advogado de 43 anos, preso nesta quinta-feira (9) em Manaus suspeito de estuprar as duas filhas menores de idade e a filha de uma ex-babá da família, também menor, foi exonerado da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) e está afastado da função institucional. A decisão foi confirmada pelo presidente da Comissão de Prerrogativas da entidade, Alan Johnny.
“Diante dessa situação, o presidente da OAB-AM já determinou a exoneração dele do cargo que ele ocupava aqui na instituição. Ele está afastado da função institucional dele aqui na Ordem dos Advogados do Brasil”, afirmou Alan Johnny.
Segundo ele, a prisão não tem relação com o exercício da advocacia, mas o Código de Ética e Disciplina da OAB exige conduta correta também na vida pessoal dos profissionais.
“Mesmo assim, o nosso código de ética prevê que o advogado deve se policiar, deve ter uma vida, inclusive particular, correta, observando toda a moralidade na sua vida. E, com base nessa postura, o presidente da OAB determinou o afastamento dele em razão dessa circunstância e do crime, que é grave também”, explicou.
Alan Johnny destacou ainda que a OAB defende o princípio da ampla defesa e que a prisão não significa condenação.
“A Ordem dos Advogados do Brasil sempre prima pela ampla defesa contraditória. A prisão do advogado não significa que há uma formação de culpa definitiva ou não”, disse, reforçando que o caso “é uma situação totalmente particular dele” e não está diretamente ligado ao exercício da profissão.
O advogado foi preso na quinta-feira (9) em um apartamento no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. As vítimas são as duas filhas dele, hoje com 14 e 15 anos, e uma menina que tinha 11 anos na época dos fatos, filha de uma ex-babá que trabalhava na residência da família. Segundo relatos das vítimas, os abusos eram acompanhados de ameaças e do uso de medicamentos controlados. O advogado nega as acusações.
