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Economia

Em 5 meses, Brasil preencheu 65,4% da cota de carne bovina para China

24 de junho de 2026 Economia
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Processamento de carne bovina: Brasil bateu recorde de exportação em 2025 (Imagem: YouTube/Reprodução)
Processamento de carne bovina: Brasil bateu recorde de exportação para a China (Imagem: YouTube/Reprodução)
Por Leandro Silveira, do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China continuaram avançando em ritmo acelerado em 2026 e consumiram 65,4% da cota anual disponível ao país, segundo dados do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e da Administração Geral das Alfândegas da China.

Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 723.745 toneladas de carne bovina in natura para o mercado chinês, mantendo ampla liderança entre os fornecedores. O volume representa mais da metade da cota brasileira de 1,106 milhão de toneladas para 2026 e corresponde a cerca de 56,3% das importações totais chinesas no período.

Os números reforçam a expectativa de que a cota brasileira seja integralmente preenchida entre o fim de junho e o início de julho, prazo que pode variar de acordo com o ritmo das importações e da internalização das cargas nos portos chineses.

As compras chinesas, por sua vez, seguem em desaceleração ao longo do ano. Após importar 366,4 mil toneladas de carne bovina in natura em janeiro, a China reduziu gradualmente o volume adquirido para 261,4 mil toneladas em fevereiro, 241,2 mil toneladas em março, 208,7 mil toneladas em abril e 207 mil toneladas em maio. No acumulado dos cinco primeiros meses, o país asiático importou 1,285 milhão de toneladas, equivalente a 47,8% da cota global de 2,688 milhões de toneladas.

Entre os principais concorrentes do Brasil, a Austrália foi o primeiro grande fornecedor a esgotar sua cota de exportação para a China em 2026. Segundo comunicado divulgado pelo MOFCOM, os embarques australianos atingiram 100% do volume autorizado em 18 de junho. Com isso, a carne bovina australiana passou a ser submetida a uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota vigente, conforme previsto no mecanismo de salvaguarda adotado pelo governo chinês.

Entre os demais concorrentes do Brasil, a Argentina exportou 210 857 toneladas no período e utilizou 41,3% de sua cota de 511 mil toneladas. Já Uruguai e Nova Zelândia seguem com ampla margem dentro de seus limites. Os uruguaios preencheram 22,3% da cota anual, com embarques de 72.322 toneladas, enquanto os neozelandeses utilizaram 22,2% do volume disponível, após exportarem 45.814 toneladas.

Os Estados Unidos continuam com participação pouco relevante no mercado chinês de carne bovina in natura. Entre janeiro e maio, o país embarcou apenas 803 toneladas, o equivalente a 0,5% da cota anual de 164 mil toneladas.

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Assuntos brasil, carne bovina, China, exportação
Cleber Oliveira 24 de junho de 2026
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