
Do ATUAL
MANAUS – Desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, os 22 títulos disputados foram conquistados por seleções dirigidas por técnicos nacionais. O feito nunca foi alcançado por um treinador estrangeiro.
A presença de treinadores estrangeiros em finais de Copa do Mundo também é rara. Em toda a história da competição, apenas duas seleções chegaram à decisão sob o comando de técnicos de outra nacionalidade.
O primeiro caso ocorreu em 1958, quando a Suécia, anfitriã do torneio, foi vice-campeã sob o comando do inglês George Raynor. Na final, os suecos foram derrotados pelo Brasil, de Pelé e Garrincha.
O segundo registro aconteceu 20 anos depois. Na Copa de 1978, a Holanda chegou à decisão dirigida pelo austríaco Ernst Happel. Novamente, a seleção comandada por um estrangeiro ficou com o vice-campeonato ao perder a final para a Argentina, anfitriã daquele Mundial.
Desde então, nenhuma seleção treinada por um técnico estrangeiro conseguiu sequer alcançar a decisão de uma Copa do Mundo.
Na Copa do Mundo de 2026, o Brasil, comandado pelo italiano Carlo Ancelotti, um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol, é um dos favoritos a conquistar o título. Caso a seleção brasileira conquiste o hexacampeonato, o treinador quebrará esse tabu que dura quase um século.
Mas na primeira rodada, as seleções apontadas como favoritas ao título “tropeçaram”. O próprio Brasil empatou em 1 a 1 contra o Marrocos. A Espanha não saiu do 0 a 0 contra a estreante Cabo Verde. Portugal também empatou em 1 a 1 contra a República Democrática do Congo. As seleções não empolgaram.
Ancelotti assumiu a seleção brasileira com a expectativa de tornar-se o primeiro treinador estrangeiro campeão do mundo por uma seleção nacional.
