
Do ATUAL
MANAUS – A Copa do Mundo de 2026 têm 1.248 jogadores inscritos pelas 48 seleções participantes. Desses, apenas 22 são campeões mundiais. O grupo é formado por jogadores que fizeram parte das campanhas vitoriosas da Alemanha em 2014, da França em 2018, e da Argentina, em 2022.
Entre os nomes estão o goleiro Manuel Neuer, campeão pela seleção alemã no Brasil, e os franceses Ousmane Dembélé, N’Golo Kanté, Kylian Mbappé e Lucas Hernández, que levantaram a taça na Rússia, em 2018.
No entanto, nenhuma seleção chega ao Mundial com tantos campeões em seu elenco quanto a Argentina. O treinador Lionel Scaloni convocou 17 jogadores que participaram da conquista da Copa do Catar, em 2022. Recorde na história das Copas do Mundo.
A marca anterior pertencia à Espanha, que trouxe para o Mundial de 2014 um total de 16 jogadores campeões em 2010, quando conquistou seu único título mundial na África do Sul.
A base da equipe campeã é marca Argentina nos últimos anos: a continuidade do trabalho e a confiança em um grupo que conquistou títulos como a Copa América e a Copa do Mundo são a estratégia de Scaloni.
Entre os remanescentes da campanha vitoriosa estão Lionel Messi, Emiliano Martínez, Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez.
Também foram convocados novamente Thiago Almada, Lisandro Martínez, Nahuel Molina, Gonzalo Montiel, Exequiel Palacios, Leandro Paredes, Gerónimo Rulli e Nicolás Tagliafico.
A presença de 17 campeões em um elenco de 26 jogadores mostra a aposta da comissão técnica na experiência acumulada em grandes competições. Ao mesmo tempo, aumenta as expectativas em torno da Argentina para a disputa do Mundial de 2026.
Historicamente, seleções que chegam à Copa seguinte mantendo boa parte da base campeã costumam ser apontadas entre as favoritas, embora a Espanha de 2014 tenha sido eliminada ainda na fase de grupos.
Agora, a Argentina tentará transformar a continuidade do elenco em vantagem competitiva e buscar o quarto título mundial de sua história.
Caso conquiste o bicampeonato consecutivo, a seleção sul-americana repetirá um feito que não ocorre desde o Brasil de 1958 e 1962. A propósito, 14 dos campeões mundiais de 1958 pelo Brasil também participaram da campanha seguinte, de 1962.
A campanha argentina em 2026 também pode marcar a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. O craque, que completará 39 anos durante a competição, busca encerrar sua trajetória em Mundiais ampliando ainda mais a história de uma geração que entrou para a memória do futebol argentino.
