
Do ATUAL
MANAUS – Dos 1.205 casos de câncer de pele registrados pela Fuham (Fundação Hospitalar Alfredo da Matta) no ano passado, 1.153 são do tipo não melanoma, considerado o mais frequente no Brasil. Os números representam 95,6% dos diagnósticos atendidos pela unidade, referência em dermatologia no Amazonas.
Neste sábado (13), Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a doença responde por cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país e apresenta elevados índices de cura quando identificada nos estágios iniciais.
O dermatologista Renato Cândido, da Fundação Alfredo da Matta, explica que o próprio paciente pode ser o primeiro a perceber sinais suspeitos. Lesões diferentes, feridas que não cicatrizam ou sangramentos frequentes estão entre os principais alertas para procurar avaliação médica.
“É preciso lembrar que o câncer de pele geralmente dá sinais. Pode surgir como uma lesão diferente, uma ferida que não cicatriza ou que sangra com facilidade. Ao perceber qualquer alteração suspeita, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento adequado”, afirmou.
O câncer de pele não melanoma se desenvolve a partir da multiplicação anormal das células da pele que não produzem melanina. Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular, considerado menos agressivo, e o carcinoma espinocelular.
Entre os principais fatores de risco estão a exposição excessiva aos raios ultravioleta, histórico familiar da doença, atividades profissionais realizadas ao ar livre e a exposição solar sem proteção adequada.
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam evitar exposição ao sol entre 9h e 16h, utilizar protetor solar regularmente, além do uso de chapéus, roupas com proteção UV e permanência em locais sombreados.
“É importante lembrar que o câncer de pele pode ser prevenido. Devemos evitar a exposição solar nos horários de maior radiação e utilizar medidas de proteção adequadas. Também é fundamental procurar atendimento ao identificar qualquer lesão suspeita”, reforça o dermatologista Renato Cândido..
