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© 2022 Amazonas Atual
Geral

Como a volatilidade do câmbio em junho impacta o planejamento de quem viaja do Amazonas

26 de maio de 2026 Geral
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Amazônia

Planejar uma viagem internacional a partir do Amazonas sempre exigiu um pouco mais de cálculo do que a partir de outras regiões do país. Os bilhetes a partir de Manaus têm um preço base mais elevado, as ligações são mais longas e a margem de erro no orçamento é menor. E, quando junho chega com a sua habitual dose de incerteza cambial, essa margem estreita-se ainda mais. Saber como agir nesse contexto não garante a viagem perfeita, mas pode evitar que uma subida do dólar a arruíne.

Como a oscilação do dólar altera o custo real da viagem

O viajante amazônico aprende rapidamente que, quando o real enfraquece, o golpe não chega uma única vez. Chega na passagem, no hotel, em cada jantar e em cada entrada num museu. E se o orçamento foi calculado semanas antes, com uma cotação diferente, a diferença pode ser notável.

Um exemplo concreto é que, se o dólar subir apenas 30 centavos entre o momento em que começou a planejar e o dia em que fecha as reservas, uma viagem de duas semanas pode custar-lhe entre R$ 1.000 e R$ 2.000. Isso é mais do que o previsto. Isso depende do destino e do tipo de despesas. Por isso, uma das estratégias mais úteis é contratar antecipadamente os serviços que permitem pagar em reais. O chip de dados para o telemóvel é um deles. No site da Holafly, pode-se escolher o plano de acordo com o destino e os dias de viagem, fechar o preço antes de partir e esquecer as tarifas de roaming, que geralmente dependem da taxa de câmbio do dia.

Este cenário tem a particularidade de que, embora o euro desça face ao dólar, isso não torna necessariamente a Europa mais barata para o viajante brasileiro. O que importa é como está o real frente a essa moeda, e quando ambas estão fortes, o resultado é o mesmo. O paradoxo é conhecido: viajar para a Europa continua a ser caro para o brasileiro, mesmo quando o euro desce, porque a inflação do continente e a fraqueza do real combinam-se para encarecer cada noite de hotel, cada refeição e cada transporte.

O alojamento, de fato, é onde a variação cambial se faz sentir com mais força. As plataformas internacionais de reservas cobram em moeda estrangeira, e uma diferença de 10 a 20% na cotação pode transformar uma estadia confortável em um gasto difícil de suportar. Segundo o Estado de Minas, em 2024, os brasileiros gastaram em média R$ 15.200 por viagem internacional; um valor que varia muito quando a taxa de câmbio não acompanha.

Estratégias concretas para chegar preparado

Com tudo isto em cima da mesa, a pergunta natural é: o que se pode fazer? Mais do que parece.

O primeiro passo é não deixar a compra de moeda para a última hora. Comprar quantidades reduzidas ao longo dos meses anteriores permite obter um preço médio que amortece os picos. Quem chega a junho tendo distribuído as compras já tem boa parte do risco coberto.

Outra tática simples é reservar com antecedência tudo o que admita pagamento em reais. Seguros de viagem, eSIMs, bilhetes para atrações, alguns hotéis com tarifa em moeda local. Cada serviço fechado antes de uma subida do dólar é dinheiro que não se perde. Além disso, convém adicionar ao orçamento inicial uma margem de cerca de 15%, não como sinal de pessimismo, mas como uma almofada real face ao imprevisível.

Viajar a partir do Amazonas sempre exigiu um pouco mais de planejamento do que a partir de outras cidades do país. Mas, com decisões tomadas com antecedência, junho pode ser o momento em que você fecha a sua próxima viagem em boas condições, e não o mês em que percebe que o dólar lhe ganhou a partida.

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Assuntos Amazonas, despesas, Dólar, turismo, viagem, viajante
Valmir Lima 26 de maio de 2026
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