O Exército não pretende deixar de usar animais selvagens em eventos públicos, como a onça Juma, morta a tiro após participar de solenidade da Tocha Olímpica, em Manaus. Apenas se for proibido por órgãos ambientais. O Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), que mantinha a onça em seu zoológico, informou que Juma havia ficado estressada, se soltou, se tornou hostil e foi abatida. Considerou o episódio uma fatalidade. Há anos a onça era usada em desfiles do dia 7 de Setembro, Dia da Independência, e em solenidades do Exército no CMA (Comando Militar da Amazônia) como mascote. Nenhum órgão de proteção ambiental – municipal, estadual e federal – havia se manifestado contra. Agora, com a morte de Juma, as entidades públicas de meio ambiente no Amazonas querem explicações e cogitam proibir animais selvagens em solenidades. Reação para atender apenas uma conveniência.

