O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

Desenvolvimento sem escuta: a Amazônia governada pela ausência

23 de março de 2026 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


MANAUS – O professor Wilson Gomes (UFBA) fez um interessante texto homenageando Jürgen Habermas, falecido recentemente. Como leitor do Wilson e do Habermas, fico refletindo o quanto precisamos de filosofia e debate público para a construção de uma democracia sólida. A visibilidade ou invisibilidade dos temas públicos é uma das questões que mais me inquietam. Afinal, colocar visibilidade num tema, não significará que ele ganhará força na sociedade ou no Estado para o seu enfrentamento.

Temos fome, carências de várias questões, seja de saúde ou segurança, de infraestrutura ou economia. Mas, o debate se perde e não inclui muitos para as soluções dos problemas. Temos uma abundância de dados e informações no mundo contemporâneo. Há ainda técnicas e técnicos de diversos campos, mas as opções de solução das mazelas da sociedade têm sido mínimas, pois seguimos com métodos do passado, que possuem seus méritos, mas não enfrentam os problemas do presente.

A legitimidade do poder pela força pelo Estado na Amazônia dá mais a impressão de ausência desta força do que presença. Parece que estamos esperando um desenvolvimento pela ausência. A falta de investimentos em construções transformadoras na região é notável. Seguimos a discutir como extrair recursos e não ouvimos os desejos e aspirações regionais. Mesmo com todos os protestos indígenas, com o cancelamento da intenção de concessão dos rios da Amazônia, os agentes do Estado brasileiro seguem a defender a cobrança por serviços hidroviários. Uma cobrança pelo uso da natureza. Se ela fosse para fazer portos, talvez fizesse sentido, mas é uma gana arrecadatória.

Os investimentos em dragagem seguem sem uma avaliação crítica de sua eficácia e de sua economicidade. Como diria Henfil, as avaliações são tipicamente de cucarachas. Afinal, há estudos de entidades estrangeiras – norte-americanas ou outras. Após a gigante mudança geopolítica, é muito estranho que sigamos a ignorar as vozes da própria região nacional e a privilegiar instituições estrangeiras. Ainda em 20/07/1978, já havia charge no Pasquim “temos que tomar medidas urgentes contra a ocupação estrangeira da Amazônia”. Estamos, quase 50 anos depois, mantendo a prática e de deslegitimação das vozes e interesses nacionais.

Que falta faz as prescrições do Habermas na prática do Estado brasileiro frente ao que se faz na região Amazônica. Os desejos e aspirações regionais seguem fora da política pública. A exceção é quando se fazem manobras para grilar, como fartamente documentado no texto de Bernardo Esteves e Alan de Abreu, na Revista Piauí de 16/03/2026. Faz-se manobras documentais destrutivas, faz-se busca de arrecadação. Seguimos a usar os recursos naturais da sociedade para uso privado – o velho conhecido “patrimonialismo” nacional. Os encontros com as transformações da sociedade e das cidades para uma vida mais próspera está longe das ações.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Manaus sedia simpósio sobre inovação, tecnologia e defesa da Amazônia

PF usará laboratório em Brasília para rastrear ouro ilegal na Amazônia

Projeto ‘Amazônia das Palavras’ leva literatura para Humaitá

Sem autonomia, não há indústria forte

Amazônia sem infraestrutura é reflexo da falta de recursos e de prioridades

Assuntos Amazônia, ausência, desenvolvimento, infraestrutura, investimentos
Valmir Lima 23 de março de 2026
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Simpósio Defesa da Amazônia CMA
Serviços

Manaus sedia simpósio sobre inovação, tecnologia e defesa da Amazônia

4 de novembro de 2026
Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral (Foto: divulgação/PF)
Dia a Dia

PF usará laboratório em Brasília para rastrear ouro ilegal na Amazônia

4 de novembro de 2026
O poeta Dori Carvalho participa da oficina ‘Produção de Textos Literários’ (Foto: Divulgação)
Variedades

Projeto ‘Amazônia das Palavras’ leva literatura para Humaitá

3 de novembro de 2026
Rodovia BR-319: comunidades às margens da estrada não possuem título definitivos das terras (Foto: Luiz Felipe Santos/DPAM)
Economia

Amazônia sem infraestrutura é reflexo da falta de recursos e de prioridades

1 de novembro de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?