
Do ATUAL
MANAUS – A família de Benício Xavier de Freitas apresentou Denúncia Ético-Profissional ao CRM-AM (Conselho Regional de Medicina do Amazonas) para apuração das condutas médicas relacionadas ao atendimento que resultou na morte do menino, de 6 anos, no hospital particular Santa Júlia, em Manaus.
Segundo nota à imprensa, a denúncia é baseada em documentos oficiais do próprio hospital, como prontuários, prescrições e evoluções clínicas, que registram a administração de adrenalina por via endovenosa, seguida de grave intoxicação medicamentosa e internação em UTI. A família afirma que os fatos não se baseiam em suposições, mas em registros formais.
Assinada por Bruno Mello de Freitas, pai da criança, e pelo advogado Ricardo Tavares de Albuquerque, a nota destaca que a família não busca exposição midiática, “mas sim a apuração rigorosa da verdade, a responsabilização ética dos envolvidos e o fortalecimento da segurança do paciente.” Outros detalhes serão tratados nas esferas ética, civil e penal.
Benício deu entrada no pronto-socorro com sintomas respiratórios leves. Durante o atendimento, foi prescrita adrenalina, que acabou sendo administrada por via intravenosa, o que não seria indicado para o quadro clínico apresentado. Após a aplicação, a criança apresentou piora súbita, foi transferida para a UTI e morreu horas depois.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas. A médica responsável pela prescrição, Juliana Brasil, e a técnica de enfermagem, Raiza Bentes, que aplicou o medicamento são alvos de apuração. A médica responde à investigação em liberdade. Já a técnica de enfermagem foi afastada cautelarmente pelo Coren-AM (Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas).
NOTA À IMPRENSA – CASO BENÍCIO
A família de Benício Xavier de Freitas informa que foi formalmente apresentada Denúncia Ético-Profissional perante o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), requerendo a apuração das condutas médicas relacionadas ao atendimento prestado ao menor.
A denúncia tem como base documentos oficiais do próprio hospital, incluindo prontuários, prescrições médicas e evoluções clínicas, os quais registram a administração indevida de adrenalina por via endovenosa, seguida de quadro grave de intoxicação medicamentosa, que motivou a internação do paciente em unidade de terapia intensiva.
Os fatos narrados na denúncia não decorrem de conjecturas, mas de registros formais, como o prontuário médico e os relatórios de enfermagem. Diante disso, a família optou por submeter o caso às instâncias técnicas e éticas competentes, respeitando o devido processo legal, considerando as graves falhas no atendimento médico ocorrido no Pronto-Socorro e na UTI, que culminaram com a morte de Benício.
A família esclarece que não busca exposição midiática ou vingança, mas sim a apuração rigorosa da verdade, a responsabilização ética dos envolvidos e o fortalecimento da segurança do paciente.
Por respeito ao sigilo que rege os procedimentos ético-profissionais, outros detalhes serão tratados exclusivamente nos autos próprios, nas esferas ética, civil e penal.
Bruno Mello de Freitas
Pai de Benício
Ricardo Tavares de Albuquerque
Advogado da Família
