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Economia

Polo Industrial de Manaus impulsiona participação do Amazonas no PIB

14 de novembro de 2025 Economia
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Fábricas no Distrito Industrial de Manaus: maior faturamento (Foto: Suframa/Divulgação)
Fábricas no Distrito Industrial de Manaus: maior participação do Amazonas no PIB (Foto: Suframa/Divulgação)
Do ATUAL, com Agência Gov

MANAUS – A indústria de transformação concentrada no Polo Industrial de Manaus é o “motor” da economia do Amazonas. A participação do Estado no PIB (Produto Interno Bruto) do país aumentou em 2,1% em 2023. No Norte, foi o estado com maior alta no PIB, atrás do Amapá (2,9%). A alta é inferior à média nacional, de 3,2%.

O índice consta no Sistema de Contas Regionais divulgado nesta sexta-feira (14) pelo IBGE em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus.

No Amazonas, o crescimento da participação no PIB em 2023 foi atrelado à fabricação de bebidas e de outros equipamentos de transporte como motocicletas. No Amapá, o aumento nominal ocorreu sobretudo em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social, que representou 48,3% da economia do estado em 2023.

Outros estados com variação em volume inferior à média nacional foram: Piauí (3,1%), Ceará (3,0%), Paraíba (3,0%), Pernambuco (2,4%), Sergipe (3,1%), Bahia (2,3%) e Santa Catarina (1,9%).

Conforme o IBGE, todas as 27 unidades da federação tiveram variação positiva do PIB em comparação a 2022. As maiores altas foram no Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%), Tocantins (7,9%) e Rio de Janeiro (5,7%). Já as menores variações ocorreram em Pará (1,4%), São Paulo (1,4%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Rondônia (1,3%). A última vez que o PIB cresceu em todos os estados foi em 2021. O PIB do país foi de 3,2% em 2023.

Agricultura

O bom desempenho da agropecuária, em especial do cultivo de soja, teve contribuição decisiva para o crescimento do PIB do Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%) e Tocantins (7,9%). “Já a alta do Rio de Janeiro (5,7%) foi puxada pelo crescimento das indústrias extrativas, em especial de petróleo e gás”, explica a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça.

O setor de serviços também influenciou os resultados dos estados com maior crescimento do PIB em 2023. Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social impactou sobretudo o PIB do Acre, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro. Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas também influenciou os três primeiros e o Mato Grosso.

As menores variações do PIB em 2023, na comparação com o ano anterior, estão Pará (1,4%), São Paulo (1,4%), Rio Grande do Sul (1,3%), e Rondônia (1,3%). No Pará, a variação positiva foi contida pela redução na Agropecuária e na Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, destoando do comportamento médio nacional dessas atividades. Em São Paulo, o resultado teve contribuição negativa das Indústrias de transformação, devido aos segmentos de defensivos agrícolas e fabricação de máquinas e equipamentos.

No Rio Grande do Sul, destaque para a redução de indústrias de transformação, devido ao refino de petróleo e fabricação de máquinas e equipamentos. No caso de Rondônia, a gerente de Contas Regionais do IBGE explica que o crescimento foi limitado pela seca ocorrida no Norte do país. “Isso reduziu a geração de energia elétrica e a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação”, diz Alessandra.

O Sudeste teve redução de 0,3 ponto percentual (p.p.) em participação no PIB na passagem de 2022 e 2023, ficando em 53,0%, após ganho de 1,0 p.p. entre 2021 e 2022. Sul (0,2 p.p.) e Norte (0,1 p.p.) tiveram aumento, chegando a 16,8% e 5,8%, respectivamente, após perderem 0,7 p.p. e 0,6 p.p. em 2022. Nordeste (13,8%) e Centro-Oeste (10,6%) mantiveram suas participações.

Entre as unidades da federação, ocorreram apenas duas trocas de posição no ranking de participação relativa entre 2022 e 2023: Amapá subiu da 26ª posição, em 2022, para a 25ª, em 2023, assumindo o posto ocupado pelo Acre no ano anterior. Os dois estados já trocaram de posições outras vezes ao longo da série, e a oscilação observada em 2023 está atrelada ao ganho de participação do Amapá e ao impacto da redução de preços da soja na Agropecuária do Acre, apesar do bom desempenho em volume da atividade.

De 2002 a 2023, o PIB nacional teve aumento médio de 2,2% ao ano (a.a.). Centro-Oeste e Norte tiveram as maiores taxas médias de crescimento, com variações de 3,4% a.a. e 3,2% a.a, respectivamente, enquanto o Nordeste ficou próximo da média nacional, com 2,4% a.a. Sudeste e Sul registraram as menores elevações, com 2,0% a.a., na primeira, e 1,9% a.a., na segunda.

O PIB per capita do país, em 2023, foi de R$ 53.886,67 e o Distrito Federal manteve-se como a unidade da federação com o maior PIB per capita brasileiro, chegando a R$ 129.790,44. O valor é 2,4 vezes maior que a média nacional. São Paulo ocupou a segunda posição, com R$ 77.566,27, seguido por Mato Grosso, com R$ 74.620,05.

Em relação à distribuição regional do PIB per capita , as únicas nove unidades da federação com valor superior ao per capita nacional concentraram-se no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. No Norte, Rondônia foi o estado mais bem posicionado, ocupando a 10 a posição e com PIB per capita equivalente a 0,9 do valor nacional. Já no Nordeste, Rio Grande do Norte ocupou o maior posto, o 19º, com valor que representou 0,6 do PIB per capita brasileiro.

O Distrito Federal ocupou a primeira posição ao longo de toda a série, embora a diferença entre PIB per capita desta unidade da federação e o do Brasil tenha se reduzido, entre 2002 e 2023. Na série, destaque para Mato Grosso e Tocantins, que avançaram oito posições cada um. O primeiro saiu da 11ª posição para a terceira, enquanto o segundo passou da 21ª posição para a 13ª. Os menores PIB per capita foram ocupados por estados do Nordeste ao longo de toda a série, com Maranhão aparecendo na 27ª posição em 2023.

Mais sobre a pesquisa

O Sistema de Contas Regionais traz dados sobre a composição e evolução do PIB de cada Unidade da Federação, calculados a partir de estatísticas sobre o valor anual da produção, consumo intermediário e valor adicionado bruto de cada atividade econômica. Permitem, ainda, estimar o valor adicionado bruto anual, por atividade, expresso em valores correntes e constantes, e o PIB, avaliado a preço de mercado, de cada Unidade da Federação.

Ranking para Grandes Regiões e Unidades da Federação – Produto Interno Bruto per capita
Brasil, Regiões e Unidades da Federação2023
Brasil53.886,67
  
1Centro-Oeste71.200,72
2Sudeste68.357,91
3Sul61.274,54
4Norte36.678,53
5Nordeste27.681,97
  
1Distrito Federal129.790,44
2São Paulo77.566,27
3Mato Grosso74.620,05
4Rio de Janeiro73.052,55
5Santa Catarina67.459,74
6Mato Grosso do Sul66.884,75
7Rio Grande do Sul59.736,20
8Paraná58.624,33
9Espírito Santo54.732,78
10Rondônia48.353,38
11Goiás47.721,56
12Minas Gerais47.321,23
13Tocantins42.553,36
14Amazonas41.047,91
15Roraima39.460,54
16Amapá38.187,09
17Acre31.675,60
18Pará31.347,59
19Rio Grande do Norte30.804,91
20Bahia30.476,54
21Pernambuco29.857,27
22Alagoas28.675,84
23Sergipe27.518,80
24Ceará26.405,96
25Piauí24.736,15
26Paraíba24.395,17
27Maranhão22.020,63

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Assuntos IBGE, indústria, manchete, pib, Polo Industrial de Manaus
Cleber Oliveira 14 de novembro de 2025
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