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Política

Cármen Lúcia dá bronca em advogado por ‘confusão’ sobre voto impresso e voto auditável

2 de setembro de 2025 Política
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Ministra Cármen Lúcia
Ministra Cármen Lúcia repreendeu advogado por citar voto auditável e voto impresso como se fossem uma coisa só (Foto: Carlos Moura/STF)
Por Lavínia Kaucz, Pepita Ortega e Gabriel Hirabahasi, do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – A ministra Cármen Lúcia, decana da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), deu uma bronca no advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto – que representa o deputado licenciado e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem – durante a segunda sessão de julgamento que pode levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete de seus aliados por tentativa de golpe de Estado. Após citações reiteradas do advogado ao voto impresso, a ministra defendeu o processo eleitoral brasileiro, enfatizando que o sistema é “plenamente auditável”.

Cármen Lúcia, que sucedeu ao ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou, para “ficar claro” a pessoas que acompanham o julgamento, que “uma coisa é eleição com voto auditável e outra coisa é o voto impresso”. A ministra lembrou dos riscos do voto impresso, relacionado à violação do sigilo do voto.

A ministra disse que o advogado usou “com muita frequência” essas menções, “como se fosse a mesma coisa”. Conforme Cármen Lúcia, se tentou usar tal “confusão” para “criar confusão na mente do brasileiro”.

“Vossa Senhoria sabe a distinção entre processo eleitoral auditável e voto impresso, repetiu como se fosse sinônimo, e não é. Porque o processo eleitoral é amplamente auditável no Brasil. Passamos por auditoria. Para que não fique, para quem assiste, a ideia de que não é auditável”, disse.

O advogado explicou que usou a expressão “voto auditável, voto impresso” em referência aos termos eram usados nos pronunciamentos de Jair Bolsonaro. “E ilegítimo”, completou Cármen, interrompendo o advogado.

Pinto tentou manter o discurso: “Minha opinião pessoal…”. Mas foi interpelado mais uma vez pela ministra. “Não é opinião. O fato é que o processo eleitoral brasileiro é amplamente auditável. Que fique claro. O processo eleitoral brasileiro é perfeitamente seguro, como se comprova amplamente”, afirmou a ministra.

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Assuntos advogado, Cármen Lúcia, STF, voto auditável, voto impresso
Cleber Oliveira 2 de setembro de 2025
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