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Dia a Dia

Exame de DNA identifica 3 vítimas do 11 de setembro 24 anos depois

9 de agosto de 2025 Dia a Dia
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Explosão em uma das Torres Gêmeas após colisão de avião (Foto: YouTube/Reprodução)
Explosão em uma das Torres Gêmeas após colisão de avião: vítimas do atentrado são identificadas 24 anos depois (Foto: YouTube/Reprodução)
Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Os restos mortais de três vítimas do atentado de 11 de Setembro de 2001, em Nova York, foram recentemente identificados, disseram autoridades americanas nesta semana. Esse avanço tem sido possível por causa da evolução das tecnologias de exames de DNA, que ajudam no esforço de dar respostas às famílias dos mortos nos ataques às Torres Gêmeas.

Oficiais da cidade de Nova York anunciaram na quinta-feira (7) que identificaram os restos mortais de Ryan D. Fitzgerald, um comerciante de moedas de 26 anos; Barbara A. Keating, uma executiva aposentada de uma organização sem fins lucrativos, de 72 anos; e outra mulher cujo nome as autoridades mantiveram privado a pedido da família.

Eles foram identificados por meio de testes de DNA agora aprimorados de restos minúsculos encontrados há mais de 20 anos entre os destroços do World Trade Center após os ataques de avião sequestrados pela al-Qaeda, conforme as autoridades.

“Cada nova identificação testemunha a promessa da ciência”, segundo o legista-chefe, Jason Graham, “apesar da passagem do tempo”. Segundo ele, esse trabalho é uma forma de honrar as vidas perdidas na tragédia.

O filho de Barbara, Paul Keating, disse que estava surpreso e impressionado com o esforço duradouro. “É simplesmente uma façanha incrível” afirmou ao jornal New York Post.

Ele disse que material genético de parte da escova de cabelo de sua mãe foi combinado com amostras de DNA de parentes. Um pedaço do cartão bancário de sua mãe foi o único outro vestígio dela já recuperado dos escombros, disse ele.

Barbara Keating era passageira no voo 11 da American Airlines, de Boston para Los Angeles, quando os sequestradores jogaram a aeronave contra o World Trade Center. Ela estava voltando para casa em Palm Springs, Califórnia, após passar o verão em Cape Cod, Massachusetts.

Fitzgerald, que morava em Manhattan, trabalhava em uma empresa financeira no World Trade Center, estudando para um mestrado em negócios. Ele também fazia planos futuros com sua namorada, de acordo com obituários publicados na época.

No total, quase 3 mil pessoas foram mortas quando os sequestradores colidiram os aviões contra as Torres Gêmeas, o Pentágono e um campo no sudoeste da Pensilvânia em 11 de setembro. A vasta maioria das vítimas (mais de 2,7 mil) morreram no centro de comércio.

A equipe de legistas testou e retestou fragmentos conforme as técnicas avançaram ao longo dos anos e criou novas perspectivas para a leitura do código genético afetado por fogo, luz solar, bactérias e mais.

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Assuntos ataques de 11 de setembro, atentado terrorista, DNA, vítimas
Cleber Oliveira 9 de agosto de 2025
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