
Do ATUAL
MANAUS – Os dois adolescentes – de 16 e 17 anos – apreendidos por envolvimento na morte do também adolescente Fernando Vilaça da Silva, 17 anos, em Manaus, alegaram legítima defesa. A Polícia Civil descartou essa alegação no inquérito da investigação. Fernando Vilaça morreu em consequência de espancamento sofrido no dia 3 de julho. Ele faleceu no dia 5 no hospital.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, disse em entrevista coletiva que a agressão foi deliberada. Conforme o delegado, os suspeitos disseram que Fernando se aproximou deles com outras duas pessoas e começou a briga, mas a polícia apurou que não há elementos que sustentem essa versão.
“O que a gente entende é que foi uma agressão deliberada de um dos menores, que desferiu um chute no ombro da vítima que caiu, bateu a cabeça e entrou em convulsão. Ela não teve nenhum socorro ali dos menores envolvidos. Foi socorrida por populares, foi colocada em um carro e foi encaminhada ao hospital onde lá veio a falecer”, disse o delegado.
Guilherme Torres disse que o adolescente que aplicou o golpe fatal tinha histórico de violência escolar. “A informação que tem é que esse que desferiu o golpe, ele já teria sido expulso da escola, exatamente por agressões”, disse.
O adolescente, de 17 anos, se apresentou espontaneamente à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais acompanhado de um advogado e dos pais e foi apreendido. O primeiro adolescente, de 16 anos. foi apreendido no dia 9 de julho. Eles são primos e moravam próximos da vítima.
Sobre as motivações, incluindo relatos de injúrias homofóbicas anteriores à agressão, Guilherme Torres disse que essa parte ainda será esclarecida pela Justiça.
“A polícia confirma, mas, apesar de que eles negam. Eles falam que não conheciam a vítima e que nunca tinham feito nenhum tipo de injúria. Mas tem a outra versão. Como eu disse, foi tudo encaminhado para a Justiça, e a Justiça vai decidir qual versão que vai acatar”, disse o delegado.
