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Saúde

Bebê indígena de aldeia do Pará é a primeira atendida por telessaúde da UEA

2 de abril de 2025 Saúde
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Técnico em Enfermagem Jonas Vieira Pontes intermediou atendimento da bebê indígena (Foto: UEA/Divulgação)
Técnico em Enfermagem Jonas Vieira Pontes intermediou atendimento da bebê indígena (Foto: UEA/Divulgação)
Do ATUAL

MANAUS – Uma recém-nascida da etnia Sateré-Mawé da Aldeia Nossa Senhora Aparecida, às margens do Rio Mamuru, no Amazonas, foi a primeira indígena atendida em teleconsulta da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) ocorrida no dia 27 de março. A bebê tem dois meses de idade.

A teleconsulta foi conduzida pela professora Adriana Taveira, especialista em pediatria e gastroenterologia pediátrica, e pela médica Rebeca Martins, também pediatra. O atendimento possibilitou fazer o diagnóstico preciso para a criança, que apresentava lesões de pele.

O serviço médico ocorreu em parceria com a Seidigi (Secretaria de Informação e Saúde Digital) do Ministério da Saúde, e o Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Santa Catarina com o uso da Plataforma STT (Consultório Virtual).

Para o reitor da UEA, André Zogahib, em comunidades indígenas onde o acesso a médicos especialistas muitas vezes é limitado pela distância e pela infraestrutura, as teleconsultas representam um avanço fundamental na oferta de cuidados de saúde.

“Com o suporte da tecnologia, é possível garantir diagnósticos mais rápidos, acompanhamento contínuo e tratamentos adequados sem que os pacientes precisem se deslocar para centros urbanos. É a UEA cumprindo seu papel de desenvolver o interior do nosso estado”, disse.

Segundo Adriana Taveira, o atendimento remoto se deu de acordo com a necessidade, por meio de uma solicitação do próprio território, dos próprios moradores da aldeia.

“Essa teleconsulta teve um papel essencial não apenas no cuidado com a criança, mas também no apoio à sua família e à comunidade. A orientação aos pais sobre a reposição profilática de vitaminas, a importância da atualização da caderneta de vacinação e as boas práticas do aleitamento materno fortalece a saúde da criança a longo prazo. Estimular o aleitamento materno, aliás, é um dos maiores presentes que podemos oferecer, pois garante o pleno desenvolvimento infantil e contribui para uma vida mais saudável”, afirmou.

Na região do Rio Mamuru, o Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins atende três aldeias de dois municípios do Pará. A Aldeia Nossa Senhora Aparecida está localizada em Juruti Novo, enquanto as aldeias Ipiranga e Campo Branco pertencem ao município de Aveiro.

“Um dos grandes desafios no atendimento à saúde indígena na região é a baixa oferta de médicos. Nesse contexto, a Telessaúde UEA, em parceria com o núcleo do DSEI Parintins, representa uma ferramenta essencial para corrigir essa assimetria ampliar o acesso à assistência médica, especialmente em comunidades indígenas isoladas”, disse o técnico em Enfermagem Jonas Vieira Pontes, responsável por acompanhar presencialmente a teleconsulta.

O coordenador da Telessaúde Indígena do DSEI Parintins, Roni Tavares, reafirma o impacto positivo do serviço. “A teleconsulta reduz custos, mantém o paciente em sua zona de conforto, oferece suporte ao profissional de saúde para um diagnóstico mais preciso e ainda contribui para a redução das filas de espera”.  

A assistência médica será mantida à família indígena. Um novo atendimento foi agendado e encaminhamentos de exames foram enviados de forma eletrônica.

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Assuntos destaque, indígenas, Sateré-Mawé, telessaúde, UEA
Cleber Oliveira 2 de abril de 2025
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