
BRASÍLIA – Prestes a completar dois anos sem reajuste, trabalhadores da rede estadual de ensino farão uma paralisação didática na próxima terça-feira, dia 15, em todo o estado. “A ideia é que os professores vão para a escola mas não deem aula. A categoria não aguenta mais esperar uma resposta do governador”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), professor Marcus Libório.
Com perdas salariais da ordem de 20% em dois anos, a paralisação é liderada pelo Sinteam e deve acontecer em pelo menos 47 municípios.
Libório afirma que a paralisação é de advertência. “Nossa orientação é que os trabalhadores cruzem os braços em suas escolas. Vão para seus locais de trabalho, mas não trabalhem e q+ue conversem com os alunos e os pais deles para explicar a nossa situação. O governador José Melo abandonou a educação”, disse.
No ano passado, a categoria pleiteava 20% de reajuste salarial, o plano de saúde e o fim do desconto de 6% do vale transporte. Alegando estar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o governador disse que não podia conceder reajuste, mas aceitou implantar o plano de saúde para os trabalhadores para o qual já tinha até orçamento, o que não ocorreu até agora.
Privatização
O Sinteam também vai aproveitar para denunciar a privatização da educação pública, que está ocorrendo nas escolas dirigidas pela Polícia Militar. “Há cobrança de taxa de matrícula e de material escolar. Isso não pode acontecer. A escola é pública, portanto não deve haver cobrança financeira”, disse.
A militarização e privatização das escolas públicas é o tema de um seminário promovido pelo sindicato que deve acontecer na próxima semana.
(Com informações da assessoria)
