O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Inquérito da PF investiga ataque de pescadores a indígenas do Vale do Javari

18 de novembro de 2022 Dia a Dia
Compartilhar
Indigenas Vale do Javari
Em junho deste ano, indígenas fazem protesto em defesa de suas etnias e seus territórios e em homenagem ao indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, que foram assassinados no Vale do Javari (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Por Vinicius Sassine, da Folhapress

MANAUS – A Polícia Federal no Amazonas abriu um inquérito nesta quinta-feira (17) para investigar relatos de ameaça de morte e ataque a tiros a cargo de pescadores ilegais contra indígenas kanamaris do Vale do Javari, na região da tríplice fronteira do Brasil com Colômbia e Peru.

O caso foi apresentado pela Akavaja (Associação dos Kanamaris do Vale do Javari). A ofensiva de pescadores ilegais que atuam na terra indígena envolveu arma apontada para o peito de uma liderança, ameaça de morte, danificação do motor de uma das embarcações dos indígenas e tiros disparados em direção às canoas, segundo o documento elaborado pela associação.

A PF em Tabatinga (AM), município brasileiro colado a Leticia, cidade colombiana, instaurou o inquérito e enviou policiais para a região do Vale do Javari, com o propósito de ouvir os kanamaris, segundo informação da corporação no estado. O objetivo é tentar identificar os supostos agressores.

A ofensiva de pescadores relatada por indígenas se dá na mesma região e no mesmo contexto em que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados, na manhã de 5 de junho deste ano.

Bruno e Dom foram executados por pescadores ilegais com atuação dentro e fora da terra indígena Vale do Javari, conforme a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) à Justiça Federal.

São réus no processo Amarildo Oliveira, o Pelado; seu irmão Oseney de Oliveira, o Dos Santos; e Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha. Os dois primeiros viviam numa comunidade ribeirinha vizinha à terra indígena e são acusados de explorar a pesca ilegal na região. Eles decidiram matar Bruno e Dom por causa da ofensiva do indigenista contra a atividade criminosa, segundo o MPF.

A PF investiga ainda outros pescadores das comunidades, sob a suspeita de participação na ocultação dos cadáveres.

Há ainda um inquérito que investiga uma rede criminosa de pesca na terra indígena e a possibilidade de conexão dessa rede com os assassinatos. O comando do grupo é atribuído pela PF a Ruben Dario da Silva Villar, o Colômbia. Ele foi preso por uso de documentos falsos e transferido a Manaus. Depois, foi solto mediante pagamento de fiança e cumpre prisão domiciliar.

A Justiça Federal apontou um “receio de queima de arquivo” e decidiu transferir Amarildo a um presídio federal. Ele foi levado à penitenciária federal em Campo Grande (MS), que deve ser o mesmo destino de Oseney e Jefferson.

Desde o duplo homicídio, associações de indígenas e servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) afirmam que o clima de tensão, ameaça e violência persiste na região, devido à ofensiva de pescadores -interessados principalmente no pirarucu e no tracajá- na terra indígena. Não há fiscalização suficiente por órgãos do governo federal para conter as ações criminosas.

A carta da associação dos kanamaris afirma que a ameaça de morte e os disparos ocorreram na manhã do último dia 9, dentro da terra indígena, mais especificamente na calha do rio Itaquaí. Foi na margem deste rio que Bruno e Dom foram assassinados, quando retornavam de uma área vizinha ao território para a cidade mais próxima, Atalaia do Norte (AM).

O grupo de indígenas era formado por 30 pessoas, a maioria mulheres e crianças, e navegava em embarcações pequenas com motores pouco potentes, como é comum na região.

Eles foram abordados por pescadores ilegais “com as embarcações lotadas de quelônios e peixes”, pescados dentro da terra indígena, conforme a denúncia feita pela associação.

Os pescadores abordaram um dos kanamaris e ofereceram tracajás para que o grupo ficasse em silêncio e não denunciasse a atividade ilegal. Uma mulher do grupo, liderança dos indígenas, abordou os pescadores em reação à oferta feita, como consta no documento da associação.

“Após questionar os pescadores sobre por que eles continuam adentrando o território dos povos indígenas, colocando em risco a vida de homens, mulheres e crianças, e dos grupos que vivem em isolamento dentro da terra indígena Vale do Javari, a liderança foi ameaçada”, cita a carta.

“Com uma arma apontada para o peito, escutou dos pescadores que as mortes no Vale do Javari não vão findar até que as principais lideranças sejam assassinadas”, diz a associação.

A liderança estaria na lista de pessoas ameaçadas, conforme as falas dos pescadores relatadas pela associação dos kanamaris. Ainda segundo a carta, o pescador retirou a máscara para que o rosto fosse visto pelos indígenas e disse que Bruno e Dom foram mortos “por conta de atitudes assim”.

Após ameaças ao grupo, a fiação do motor de uma embarcação foi cortada e outras canoas foram alvejadas com tiros, como consta na denúncia. Houve perfuração de tambores de gasolina.

“Essa situação de violência extrema explicita a atual situação de violação de direitos humanos sob a qual vivem os povos indígenas do Brasil, em especial da região do Vale do Javari”, diz a carta. “Viver sob a mira das armas dos invasores virou rotina para as lideranças e indígenas que navegam pelos rios da região.”

Notícias relacionadas

Indígena é preso suspeito de engravidar a filha de 12 anos, que também é neta dele

Pilotando motocicleta, entregadora morre ao colidir com picape em Manaus

TJAM julga no dia 27 de maio réus pela morte de Débora Alves

TRT-11 determina circulação de 80% da frota de ônibus durante greve

Secretário pede mais investimento para ampliar combate ao crime no AM

Assuntos destaque, indígenas, inquérito, Polícia Federal, Vale do Javari
Valmir Lima 18 de novembro de 2022
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Polícia

Indígena é preso suspeito de engravidar a filha de 12 anos, que também é neta dele

21 de maio de 2026
Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, réus pela morte de Débora (Foto: Divulgação)
Dia a Dia

TJAM julga no dia 27 de maio réus pela morte de Débora Alves

21 de maio de 2026
Dia a Dia

TRT-11 determina circulação de 80% da frota de ônibus durante greve

21 de maio de 2026
Médica entrega receita a paciente: lei torna obrigatório letras legíveis no documento (Imagem: YouTube/Reprodução)
Saúde

Sistema de controle vai rastrear receita médica desde a emissão

21 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?