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© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Sem pontes, moradores passam sufoco em travessias na BR-319

17 de outubro de 2022 Dia a Dia
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pontes
Fila para atravessar rios alcança entre 60 e 70 pessoas; trecho do rio Autaz Mirim (Foto: Valter Calheiros)
Do ATUAL

MANAUS – Moradores de comunidades do Careiro e municípios vizinhos, que precisam atravessar os rios Curuçá e Autaz Mirim, onde caíram as pontes na BR-319 (Manaus-Porto Velho/RO), sofrem com assistência insuficiente, relata o fotógrafo Valter Calheiros, que esteve nos locais no último sábado (15).

Valter Calheiros conta que a distância entre as margens não é extensa, mas o uso de canoas para a travessia gera longas filas. Em alguns momentos, a fila alcança entre 60 e 70 pessoas. As pontes sobre rios Curuçá e Autaz Mirim tinham 96 metros e 174 metros de extensão, respectivamente.

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Moradores que atravessaram trecho do rio Curuçá (Foto: Valter Calheiros)

“Porque a canoazinha pequena só comporta talvez 15 pessoas. Então, imagina aquela fila de 60 pessoas, a canoa vai ter que ir e voltar três, quatro vezes para fazer aquilo. Então tem uma indo e uma voltando”, contou.

A população que precisa passar pela área é diversa. “Então tem que imaginar que nesse fluxo de pessoas tem crianças, idosos, doentes, turistas, agricultores com cacho de banana na cabeça, tem de tudo. A mesma canoa que atravessa o turista é a mesma que atravessa o morador”.

O fotógrafo afirma que moradores da região estão insatisfeitos. “Eles não estão gostando da ideia, porque também têm que entrar na fila para passar junto com turistas, com pessoas que estão fazendo outras coisas”, disse.

Calheiros diz que é preciso uma presença maior do poder público, sobretudo na distribuição de água e alimentos para quem aguarda para atravessar os rios. “Quem vai lá percebe que precisa de uma presença maior de vários campos do Estado, na área de saúde, assistência de alimentação, água, conversar com as pessoas, estar presente com eles ali. Eles estão isolados”, contou.

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Demanda de trabalho para os servidores enviados aos locais é alta (Foto: Valter Calheiros)

Ele afirma que há barracas para abrigo contra sol e chuva da Defesa Civil, mas não são suficientes. A demanda para os servidores enviados aos locais é alta.

“O pessoal da Defesa Civil está lá em pé, andando de um lado para o outro, em um local cheio de lama. O pouco de gente que tem da Defesa Civil não fica parado não, é todo tempo rolando para um lado”, disse.

Leia também: Wilson anuncia ações de socorro a municípios afetados com queda de pontes na BR-319

Valter Calheiros, que esteve no sábado nos locais onde as pontes desabaram, diz que a situação piorou naquele dia devido à forte chuva. “Para todo lado que você pisa é lama”, contou.

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Ponte caída sobre o rio Curuçá, no km 23 da BR-319/AM, colapsou em 28 de setembro (Foto: Vallter Calheiros)
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Ponte sobre o rio Autaz Mirim, no km 25 da BR-319/AM, colapsou em 8 de outubro (Foto: Vallter Calheiros)

Quem passa pela região relatou ao fotógrafo que a ponte sobre o Rio Araçá, no Km 41 da rodovia BR-319, também não é segura.

“Eu, por várias vezes, quando cheguei na segunda ponte caída, ouvi pessoas dizendo que essa terceira ponte, que é a ponte do rio Araçá, também está comprometida”, afirmou. Essa terceira ponte tem extensão maior que as duas que desabaram.

O ATUAL questionou o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) sobre a manutenção dessa terceira ponte, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

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Assuntos BR-319, manchete, pontes, rio autaz mirim, Rio Curuçá
Redação 17 de outubro de 2022
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