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Economia

Amazonas tem terceira maior taxa de trabalhadores sem carteira assinada

12 de agosto de 2022 Economia
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desemprego
Comércio de rua em Brasília: taxa de informalidade é alta no país (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Por Leonardo Vieceli, da Folhapress

RIO DE JANEIRO – A taxa de informalidade no mercado de trabalho varia de menos de 30% a mais de 60% nos estados, indicam dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador mede o percentual de informais em relação ao total de pessoas que estão ocupadas com algum tipo de trabalho. Os estados com as maiores taxas ficam nas regiões Norte e Nordeste, conforme dados do segundo trimestre deste ano, período mais recente com estatísticas disponíveis.

No Pará, 61,8% dos trabalhadores ocupados estavam na informalidade. É o percentual mais elevado do país. Em seguida, aparecem Maranhão (59,4%), Amazonas (57,7%), Piauí (56,1%) e Bahia (53,1%).

O IBGE leva em consideração as seguintes categorias informais: empregados no setor privado sem carteira assinada, empregados domésticos sem carteira, empregadores sem registro de CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Santa Catarina é a unidade da federação com a menor taxa de informalidade. No segundo trimestre, o indicador local foi de 27,2%. São Paulo (31,1%), Distrito Federal (31,2%), Paraná (32,2%) e Rio Grande do Sul (32,8%) vêm na sequência.

“A informalidade tem características relacionadas a atividades econômicas. Está mais no comércio, em alguns serviços, na construção, e menos na indústria e em serviços prestados às empresas”, disse nesta sexta Adriana Beringuy, coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE.

“São os estados do Norte e do Nordeste que têm incidência maior nas atividades de caráter mais informal. Isso tem a ver com a economia regional”, emendou.

Segundo ela, membros do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, contam com “uma diversidade econômica maior”, o que suaviza a participação dos informais no mercado de trabalho.

No Brasil, a taxa foi estimada em 40% no segundo trimestre. Os dados divulgados pelo IBGE integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

De acordo com a pesquisa, 11 das 27 unidades da federação registram taxas de informalidade superiores a 50%. As 11 ficam no Norte e no Nordeste. Taxa de informalidade em %
Pará – 61,8
Maranhão – 59,4
Amazonas – 57,7
Piauí – 56,1
Bahia – 53,1
Pernambuco – 52,9
Ceará – 52,8
Paraíba – 52,2
Sergipe – 52
Amapá – 51,4
Rondônia – 50,4
Acre – 48,2
Roraima – 47,9
Rio Grande do Norte – 46,3
Alagoas – 45,2
Tocantins – 41,7
Espírito Santo – 40,1
Brasil – 40
Goiás – 39,5
Minas Gerais – 38,7
Mato Grosso – 37,2
Rio de Janeiro – 36,5
Mato Grosso do Sul – 34,3
Rio Grande do Sul – 32,8
Paraná – 32,2
Distrito Federal – 31,2
São Paulo – 31,1
Santa Catarina – 27,2
Fonte: IBGE

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Assuntos carteira assinada, IBGE, informalidade, trabalhadores
Cleber Oliveira 12 de agosto de 2022
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