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Política

Bolsonaro ataca Alcolumbre por travar votação sobre André Mendonça

11 de outubro de 2021 Política
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Jair Bolsonaro e Davi Alcolumbre
Presidente Jair Bolsonaro com Davi Alcolumbre: ex-aliado agora é adversário (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Por Ana Luiza Albuquerque e Klaus Richmond, da Folhapress

RIO DE JANEIRO – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou neste domingo (10) o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por ainda não ter pautado a sabatina no Senado do ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal).

“Quem não está permitindo a sabatina é o Davi Alcolumbre (…) Teve tudo o que foi possível durante os dois anos comigo e de repente ele não quer o André Mendonça. Quem pode não querer é o plenário do Senado, não é ele. Ele pode votar contra, agora o que ele está fazendo não se faz. A indicação é minha”, disse Bolsonaro durante entrevista em Guarujá (SP), onde está passando o feriado prolongado.

“Se ele quer indicar alguém para o Supremo, ele pode indicar dois. Ele se candidata a presidente ano que vem e no primeiro semestre de 2023 tem duas vagas para o Supremo”, continuou.

Bolsonaro indicou Mendonça para substituir o ex-ministro Marco Aurélio Mello em 13 de julho, mas Alcolumbre, presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ainda não pautou a sabatina, trâmite obrigatório para a nomeação.

A indicação de um ministro do STF ligado à bancada evangélica é uma demanda de líderes de grupos religiosos, que têm cobrado tanto o governo como o Senado pelo desbloqueio da análise do nome de Mendonça.

Bolsonaro está hospedado no Forte dos Andradas, em Guarujá, para passar o feriado de Nossa Senhora Aparecida. Neste domingo, ele saiu do local para passear na Praia Grande e reclamou a apoiadores sobre a impossibilidade de ir ao estádio para ver um jogo do Santos por não ter o passaporte da vacina contra a Covid.

O presidente também voltou a falar sobre o veto à distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa e renda em mulheres em situação de vulnerabilidade, como moradoras de rua e presidiárias.

“Está uma onda terrível. O malvadão do Bolsonaro vetou o projeto do absorvente. A deputada autora do projeto (em referência à deputada federal Tabata Amaral, do PSB-SP) sabe que quando se apresenta um projeto que tem despesa, tem que apresentar a fonte de custeio. Se eu sancionar, eu estou em crime de responsabilidade”, disse.

O projeto determinava que as ações previstas para distribuição dos absorventes entrariam nas contas de dotações orçamentárias do SUS (Sistema Único de Saúde) para atenção primária.

Bolsonaro também afirmou que o custo do projeto é muito superior a R$ 100 milhões e que, se o Congresso derrubar seu veto, terá que “tirar dinheiro da saúde e da educação” para custear a ação.

“Não é a cegonha que vai levar o modess (absorvente), alguém tem que levar, há uma logística para isso. (…) Se o Congresso derrubar o veto, eu vou tirar dinheiro da saúde e da educação, vou ter que tirar de algum lugar”, disse.

Bolsonaro sugeriu, ainda, que Tabata utilizasse a verba de gabinete para custear o projeto. “A Tabata, já que é mulher, pega a verba de gabinete e compra. Sei que não pode isso, mas arranja uma maneira de atender a população mais necessitada”.

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Assuntos André Mendonça, Davi Alcolumbre, Jair Bolsonaro
Cleber Oliveira 11 de outubro de 2021
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