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Economia

Bolsonaro admite inflação alta, mas culpa os governadores por escalada de preços

13 de agosto de 2021 Economia
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teto de gastos
Presidente Jair Bolsonaro atribui aumento de preços dos produtos aos governadores (Foto: Tânia Rêgo/ABr)
Por João Pedro Pitombo e Monike Feitosa, da Folhapress

SALVADOR – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconheceu nesta sexta-feira (13) que o Brasil enfrenta um cenário de alta na inflação, culpou os governadores e disse está em busca de medidas para reduzir o “impacto danoso” da alta de preços, que chega a 8,99% nos últimos 12 meses.

“Sabemos que a inflação chegou em nosso país, como chegou em todos. A pandemia desequilibrou a economia, e nós tentamos, agora dessa forma, no momento, atender aos mais necessitados”, disse, o presidente que, em seguida, criticou os governadores.

“Aquela política que os governadores adotaram, como esse ‘fique em casa que a economia a gente vê depois’, a conta está chegando. Mas nós vamos (buscar), como já estamos buscando, maneiras de suavizar o impacto danoso que vem da inflação”, afirmou.

As declarações foram dadas em Juazeiro do Norte, no Ceará, onde o presidente foi entregar moradias do programa Casa Verde e Amarela. Na ocasião, ele citou a criação do programa Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família, como uma das medidas para reduzir o impacto dos preços altos. E voltou a prometer um reajuste de, pelo menos, 50% no valor médio pago no programa de distribuição de renda.

Apresentado nesta segunda-feira (9) em Brasília, o Auxílio Brasil muda regras e o nome do Bolsa Família, projeto criado na primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa do governo nessa frente põe fim a uma marca do PT.

A medida provisória que estabelece as mudanças foi entregue por Bolsonaro ao presidente da Câmara, Arhur Lira (PP-AL). O governo ainda não definiu valores para o benefício, mas Bolsonaro afirmou que será 50% maior que o atual. Atualmente, em média, o benefício fica em R$ 190. Entre as mudanças anunciadas, está previsto para os beneficiários do programa o pagamento de um bônus para quem conseguir emprego com carteira assinada.

Em seu discurso no Ceará, Bolsonaro também reconheceu o preço alto de gás de cozinha, mas não indicou nenhuma nova medida para mitigar esse impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres.

Ele afirmou que zerou o imposto federal sobre o gás de cozinha e voltou a cobrar os governadores que façam o mesmo com os tributos estaduais.
O presidente já havia falado da alta inflação nesta quinta-feira (12), em Brasília. Na ocasião, classificou o acumulado da inflação como um “número grande” e disse que medidas têm sido tomadas para combater a alta de preços.

O presidente desembarcou em Juazeiro do Norte por volta das 9h40 e percorreu as ruas da cidade em carro aberto no trajeto entre o aeroporto e o local da solenidade.

Bolsonaro não usava máscara de proteção contra a Covid-19, assim como o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento regional) e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

No local, cumprimentou apoiadores e tirou fotos e gravou vídeos. Também ganhou uma imagem do Padre Cícero do prefeito de Juazeiro do Norte, Gledson Bezerra (Podemos).

Ao todo, foram entregues 1.812 moradias em Juazeiro do Norte. As unidades integram dois residenciais que receberam investimentos de R$ 142 milhões. Na agenda de Bolsonaro também estava visita a cidade do Crato, onde foi construído dentro do programa federal um residencial com 982 casas.

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Assuntos aumento de preços, inflação, Jair Bolsonaro
Cleber Oliveira 13 de agosto de 2021
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