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Economia

Investimento estrangeiro cai 65% no Brasil em maio, para US$ 1,2 bilhão

25 de junho de 2021 Economia
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Segundo dados do Banco Central, investimentos estrangeiros caiu no Brasil (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)
Por Larissa Garcia, da Folhapress

BRASÍLIA – Os investimentos diretos de estrangeiros no país somaram US$ 1,2 bilhão em maio, segundo dados divulgados pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira. O valor é 65% menor que o registrado em abril, de US$ 3,5 bilhões.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando houve US$ 3,1 bilhões em investimentos desse tipo, a queda foi de 61%. O montante também ficou abaixo da projeção do BC para maio, que era de US$ 2,3 bilhões.

Os investimentos diretos, diferentemente das aplicações em ações e títulos públicos, são feitos por empresas que estabelecem um relacionamento de médio e longo prazo com o país e são menos voláteis em crises momentâneas por envolver decisões mais duradouras.

Nos 12 meses, os investimentos diretos totalizaram US$ 39,3 bilhões. Em maio de 2020, o montante acumulado era de US$ 60,4 bilhões.

Os números parciais até 22 de junho mostram ingresso de US$ 1,7 bilhão em investimentos diretos. A expectativa do BC é que a modalidade encerre o mês em US$ 2,5 bilhões.

O ingresso dessas aplicações no país foi impactado pela pandemia de Covid-19. Com a crise, esses investimentos despencaram em 2020. Em comparação ao ano anterior, o volume de aplicações caiu pela metade. Ao todo, foram aportados US$ 34,1 bilhões no país no período, contra US$ 69,1 bilhões no ano anterior. O número foi o menor desde 2009, quando foram investidos US$ 31,4 bilhões.

Já o volume aplicado em ações e títulos públicos brasileiros foi de US$ 6 bilhões em maio, segundo resultado positivo consecutivo. Em abril, houve ingresso líquido de papéis negociados no mercado doméstico de US$ 2,8 bilhões.

Em março, com o agravamento da pandemia no país, os investidores estrangeiros retiraram US$ 2,1 bilhões do mercado de ações e títulos públicos, após nove meses de resultados positivos.

Nos 12 meses até maio, as aplicações somaram US$ 41,8 bilhões. As parciais de junho apontam ingresso de US$ 2,8 bilhões até o dia 22.

As contas externas tiveram superávit de US$ 3,8 bilhões no mês, ante déficit de US$ 519 milhões em maio. Nos 12 meses, o resultado foi negativo em US$ 8,4 bilhões.

A melhora nas transações correntes no ano se deu em decorrência dos resultados positivos da balança comercial durante a pandemia e da diminuição dos déficits de serviços, especialmente de viagens internacionais.

A balança comercial registrou superávit de US$ 8,1 bilhões em maio.

As exportações bateram recorde histórico com US$ 27,2 bilhões no mês, aumento de 54,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 19 bilhões, alta 31,9% na mesma base de comparação.

As viagens internacionais permaneceram em baixa. Em maio, os turistas brasileiros gastaram US$ 333,6 milhões no exterior, 32,7 milhões a mais que em abril, mas abaixo dos valores registrados antes da pandemia. Os estrangeiros gastaram US$ 194,5 milhões no Brasil no mês.

Em janeiro de 2020, os brasileiros desembolsaram US$ 1,4 bilhão lá fora. Em fevereiro, já sob efeito da crise sanitária, foram US$ 881 milhões e em março, US$ 612 milhões.

Nos meses seguintes houve queda expressiva nos valores gastos em viagens internacionais, tanto por medo de contaminação e barreiras sanitárias, quanto pela alta do dólar no período.

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Assuntos brasil, Investimento estrangeiro, investimentos
Murilo Rodrigues 25 de junho de 2021
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