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Economia

Com efeito da pandemia, vendas do comércio caem em março, diz IBGE

7 de maio de 2021 Economia
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Vendas do comércio caíram em março de 2021 (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)
Por Leonardo Vieceli, da Folhapress

PORTO ALEGRE – Com as restrições provocadas pelo avanço da pandemia, o comércio varejista amargou queda em março. Na comparação com fevereiro, o volume de vendas do setor teve retração de 0,6% no país. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O desempenho é mais um reflexo da perda de fôlego da atividade econômica na largada de 2021. A produção industrial, outro indicador calculado pelo IBGE, recuou 2,4% no terceiro mês deste ano, sob efeito da piora da crise sanitária.

Em relação a março de 2020, fase inicial da pandemia, as vendas do comércio subiram 2,4%. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam retração de 5,5% na comparação mensal e de 2% no recorte anual.

Com o resultado de março, o varejo fechou o acumulado do primeiro trimestre com baixa de 0,6%. Em 12 meses, houve avanço de 0,7%.

Além do agravamento da Covid-19, que restringiu a atividade de lojas, a paralisação de programas de estímulo atingiu a economia após a virada do ano. O auxílio emergencial, por exemplo, só foi retomado em abril, com redução nos valores pagos e corte no número de beneficiários. O programa serviu para proteger a renda de trabalhadores e incentivou setores como o comércio em 2020.

Desemprego, inflação e inadimplência em alta também desafiam as lojas neste momento. Em abril, o nível de endividamento voltou a bater recorde no país, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). No mês passado, o percentual de consumidores com dívidas chegou a 67,5%, alta de 0,2 ponto percentual em relação a março. É o mesmo patamar de agosto de 2020.

No terceiro mês do ano, o varejo foi impactado por medidas de restrições mais duras, implementadas por governos estaduais e prefeituras para tentar conter a epidemia do novo coronavírus. O governo de São Paulo, por exemplo, adotou a fase vermelha do plano local no início de março, impedindo a operação de shoppings e o atendimento presencial no comércio de rua. Em seguida, chegou a ampliar restrições à circulação de pessoas, com a chamada fase emergencial no estado.

Belo Horizonte seguiu o mesmo caminho. Em março, a prefeitura da capital mineira também determinou o fechamento de lojas. Já o Rio Grande do Sul, um dos estados mais impactados pela pandemia neste ano, interrompeu atividades presenciais do comércio entre fevereiro e março.

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Assuntos Comércio, IBGE, pandemia
Redação 7 de maio de 2021
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