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Dia a Dia

Marcelo Queiroga relatou situação ‘alarmante’ da Covid-19 no Brasil, afirma OMS

6 de abril de 2021 Dia a Dia
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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde (Foto: Raul Spinassé/Folhapress) .
Por Ana Estela de Sousa Pinto, da Folhapress

BRUXELAS – O novo ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, relatou uma “situação alarmante” da pandemia de Covid-19 em sua primeira conversa oficial com a OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou nesta terça, 6, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Começamos por como a situação é séria no Brasil, ele começou por descrever a situação, que é realmente alarmante (‘dire’ foi o termo usado por ele, em inglês)”, disse Ghebreyesus ao responder a uma pergunta sobre que conselho havia dado ao ministro na conversa deste sábado.

O diretor da OMS afirmou que ambos combinaram de manter contato constante e promover reuniões entre especialistas em vários níveis de combate ao coronavírus.

Um dos países do mundo mais atingidos atualmente pela pandemia, o Brasil já ultrapassou 330 mil mortos por Covid-19 e registrou quase 13 milhões de infecções desde o início da pandemia.

Quarto ministro a ocupar a pasta da Saúde, Queiroga tem defendido colocar técnicos no ministério e apoia publicamente o distanciamento físico e o uso de máscaras para evitar o contágio, apesar da oposição às medidas feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

Uma eventual reaproximação com a OMS também marcaria uma mudança de direção num governo em que a entidade já foi acusada por Bolsonaro de incentivar a masturbação e a homossexualidade infantil.

No ano passado, Bolsonaro atacou diretamente Ghebreyesus, dizendo que não pretendia seguir suas recomendações pelo fato de ele não ser médico. “O pessoal fala tanto em seguir a OMS, né? O diretor da OMS é médico? Não é médico. É a mesma coisa se o presidente da Caixa não fosse da economia. Não tem cabimento. Então, o diretor da OMS não é médico”, afirmou ele.

O diretor da OMS é biólogo, com mestrado e doutorado em saúde pública e experiência como ministro da Saúde. Apesar dos ataques, a entidade sempre evitou se referir diretamente ao presidente brasileiro e vinha adotando um discurso cauteloso em relação ao Brasil.

Nas últimas semanas, porém, a organização elevou o tom, afirmando que o quadro da pandemia no país era extremamente preocupante e colocava em risco também países vizinhos.

“Começando pelo governo, todos no Brasil precisam levar a pademia a sério”, disse Ghebreyesus no dia 12 de março, quando o país superou 2.000 mortes diárias. “Estou profundamente preocupado com o aumento nas mortes. Não haverá redução significativa no contágio sem medidas sociais sérias, é preciso que haja mensagem clara das autoridades sobre a gravidade da situação e a necessidade das restrições, e o governo precisa fazer cumprir as medidas”, afirmou.

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Assuntos brasil, Covid-19, Marcelo Queiroga, OMS, pandemia
Redação 6 de abril de 2021
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