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Dia a Dia

Maioria avalia que situação da pandemia no Brasil está piorando, diz pesquisa

16 de março de 2021 Dia a Dia
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paciente internado com Covid-19
Brasileiro avalia que a situação da pandemia no Brasil está piorando (Foto: Secom/Divulgação)
Da Redação

MANAUS – Um ano após o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, 74% da população sente que a situação atual está piorando, 16% avaliam que ela está na mesma e 9% apontam que ela está melhorando. Os números constam em pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgada nesta terça-feira, 16.

Realizada entre os dias 1 e 7 de março com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, o levantamento aponta a maior parte dos entrevistados tem algum amigo ou parente que foi contaminado (55%) pela Covid-19 ou que morreu pela doença (52%).

A grande maioria dos entrevistados entende que a vida atual está muito diferente do que antes e os hábitos adquiridos nesses últimos 12 meses devem se manter ou até aumentar, como é o caso do homeoffice (trabalho em casa), uso do álcool em gel, lavar as mãos, compras online e tirar os sapatos ao entrar em casa.

O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda avalia que alguns dos maiores impactos da pandemia se deram no campo das finanças e nas relações familiares e sociais. “Isso explica o desejo prioritário – quando a maioria da população estiver imunizada – de encontrar os parentes que não têm visto por conta da Covid”, afirma.

De acordo com a pesquisa, 50% dos brasileiros nutrem mais pensamentos positivos e 46% negativos sobre a atual situação da pandemia. O levantamento mostra que 35% dos brasileiros experimentaram recentemente sentimento de esperança, 13% alegria e 2% orgulho. Do lado negativo, 21% sentem medo, 20% tristeza e 5% raiva.

Em relação a volta à normalidade, 73% dos entrevistados brasileiros afirmam que a vida está muito diferente do que era antes da doença. Para 20%, a vida já voltou em parte ao normal, sendo que 3% afirmam que nada mudou nesse período e outros 3% dizem que a vida já voltou totalmente ao normal.

Para a maior parte dos ouvidos (55%), a fiscalização e controle dos Estados e municípios contra aglomerações ainda está abaixo do necessário. Os que avaliam que a repressão às aglomerações está na medida certa representam 36% dos ouvidos e apenas 7% avaliam que há exagero nestas ações.

Em relação as vacinas contra a Covid-19, é majoritário (77% dos entrevistados) o entendimento de que as vacinas são a única forma segura e eficaz de se proteger do coronavírus. Apenas 19% não confiam na imunização.

A maioria (81%) entende que o ritmo da vacinação no Brasil ainda é insatisfatório e lento. Menos de um quinto (16%) considera o ritmo satisfatório e normal, considerando a pouca disponibilidade da oferta dessas vacinas.

A perspectiva de alcance massivo da vacinação é de que ela acontecerá apenas em 2022 para 62% dos entrevistados, enquanto 29% esperam que isso deve acontecer no segundo semestre desse ano. Um percentual pequeno (5%) é mais otimista ao acreditar que a maior parte da população brasileira estará vacinada ainda nesse primeiro semestre de 2021.

A pesquisa também aponta que 47% dos entrevistados vê as como positivas as notícias em torno da vacinação, sendo que 26% acham que são mais negativas e 24% nem positiva nem uma coisa nem outra. A televisão ainda é o meio sobre o qual a maior parte (82%) se informa sobre vacinas, seguida das redes sociais (56%). Jornais e revistas (17%) surgem em terceiro lugar e conversas com amigos (14%).

Dentre os hábitos que mais devem sofrer alterações, se destacam aqueles relacionados à higiene: lavar sempre as mãos e/ou passar álcool gel (91%), a higienização dos produtos comprados e embalagens antes de guardá-los (84%), não entrar em casa com sapatos (74%).

Também há elevada expectativa de manutenção ou intensificação das compras online (74%), aulas/cursos online (63%), e trabalho homeoffice com reuniões por videoconferências (59%). Metade dos entrevistados irá manter ou aumentar o hábito de conversas e confraternizações com familiares por chamadas de vídeo (52%) e as consultas de telemedicina (50%).

As restrições ao contato social na pandemia constituíram uma das privações de maior repercussão emocional. “Encontrar os familiares que não têm visto” aparece no topo do ranking de coisas que as pessoas gostariam de fazer quando a população estiver imunizada (31%).

Em segundo lugar, 19% preferem viajar. Na sequência, 11% dizem que querem encontrar amigos e 9% farão uma comemoração. Há também aqueles que querem prioritariamente voltar às aulas presenciais (7%); ir a shoppings, bares e restaurantes (4%) ou voltar ao trabalho presencial (4%).

Leia os números completos da pesquisa clicando AQUI.

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Assuntos Covid-19, pandemia, Sentimentos negativos
Redação 16 de março de 2021
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