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Economia

Brasil volta do Carnaval com 5 empresas pedindo para vender ações na bolsa

19 de fevereiro de 2021 Economia
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Brasil volta do Carnaval com bloco de IPOs (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)
Por Júlia Moura, da Folhapress

SÃO PAULO – Mais cinco empresas pediram autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para venderem ações pela primeira vez, numa aposta de que o fluxo de recursos para o mercado de ações seguirá farto.

O bloco desta quinta-feira, 18, inclui companhias tão distintas quanto a varejista online Privalia e a produtora de etanol de milho FS, passando pela financiadora automotiva Rodobens, a fabricante de LED Unicoba e o grupo hospitalar Mater Dei.

Essa leva vem na esteira de nada menos que 13 estreias na B3 até agora em 2021, em IPOs (ofertas iniciais de ações, na sigla em inglês) que já movimentaram R$ 19,2 bilhões.

Com 37 operações em análise na CVM e outras dezenas de companhias pretendendo pegar o mesmo caminho, estimuladas pelo juro básico na mínima de 2% ao ano, a previsão de especialistas é de que esse mercado supere os R$ 45,3 bilhões levantados em 27 operações do tipo no ano passado, já o pico desde o boom de 2007.

O número só não é maior porque os sonhos de tocar a campainha na estreia das ações na B3 foi interrompido para várias outras, que desistiram dos planos quando perceberam que os investidores não estavam dispostos a pagar quanto elas desejavam por suas ações. Só em 2021, 10 empresas desistiram.

Esse cenário mostra a complexidade do ambiente atual para muitas empresas do país. Mesmo com juros historicamente baixos no Brasil e no mundo, investidores têm se mostrado que não estão dispostos a comprar qualquer história de investimento.

Das desistências recentes, a maioria é de empresas de setores promissores, quatro construtoras, que não tiveram a mesma sorte das seis que chegaram à B3 no ano passado, ano em que outras 10 companhias também preferiram suspender seus IPOs.

Mesmo dentre as que chegaram ao mercado, algumas tiveram que aceitar vender suas ações no preço mínimo que esperavam, casos da Eletromidia, da Oceanpact e da CSN Mineração, só para citar as estreias desta semana.

O caso da Cruzeiro do Sul, que estreou na semana passada, foi ainda mais agudo, com a empresa de educação vendendo sua ação a R$ 14 por papel, abaixo da faixa estimativa fixada pelos coordenadores, de R$ 16,40 a R$ 19,60.

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Assuntos Bolsa de Valores, brasil, Carnaval, empresas
Redação 19 de fevereiro de 2021
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