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Economia

Com alta no consumo, bancos emprestaram R$ 367 bilhões em setembro, diz BC

26 de outubro de 2020 Economia
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pandemia
Consumo puxa alta de 2,9% de novos empréstimos em setembro (Foto: Marcos Santos/USP)
Da Folhapress

BRASÍLIA – Com o arrefecimento do isolamento social e a alta no consumo, os bancos emprestaram R$ 367 bilhões em setembro, alta de 2,9% em relação a agosto. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 26.

Houve alta na concessão de crédito tanto para empresas, de 2,3%, quanto para famílias, de 5,7%. A variação foi registrada com ajuste sazonal, que retira peculiaridades do período, como número de dias úteis a mais ou a menos, para facilitar a comparação.

A expansão foi puxada por linhas que são diretamente ligadas ao consumo, como cartão de crédito (8,6%) e aquisição de veículos (9,6%), ambos de pessoas físicas.

Do lado das empresas, modalidades que precisam de vendas para gerar garantias, como desconto de duplicatas (18,3%) e antecipação de recebíveis (19,8%) cresceram no mês.

A concessão de crédito pessoal para pessoas físicas aumentou 20,3%, mas o consignado -que é descontado diretamente na folha de pagamento – recuou 0,8%.

Já o crédito imobiliário, que foi responsável pelo aumento nos empréstimos em agosto, teve expansão de 44,7% para empresas, mas registrou queda de 1,2% para as famílias em setembro.

No acumulado do ano, os bancos emprestaram 6% a mais que no mesmo período de 2019, com alta de 14,1% para empresas, alavancada por programas de estímulo ao crédito do governo e do BC para fazer frente à crise, e de 0,9% para as famílias.

Com isso, a carteira de crédito do sistema financeiro, que representa o total de recursos emprestados, alcançou R$ 3,8 trilhões em setembro, alta de 1,9% no mês e 13,1% em 12 meses.

A taxa média de juros das operações contratadas em setembro ficou em 18,1% ao ano, que representa queda de 0,5 ponto percentual no mês e de 5,9 pontos percentuais em 12 meses.

O spread, diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e a taxa cobrada em empréstimo, ficou em 14,3 pontos percentuais, redução de 0,6 ponto e de 4,5 pontos, nos mesmos períodos.

A inadimplência alcançou, mais uma vez, o menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2011, com 2,4% em setembro. Em agosto, o índice já tinha sido o mais baixo do período, com 2,6%.

O pagamento de auxílios do governo e a prorrogação das parcelas dos empréstimos evitaram a alta dos calotes em meio à pandemia.

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Assuntos banco central, Bancos, empréstimos
Redação 26 de outubro de 2020
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