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Economia

Famosa fabricante de pratos marrons pede recuperação judicial

25 de setembro de 2020 Economia
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Pratos marrons
Famosa pelos pratos marrons, Duralex pede recuperação judicial (Foto: Reprodução/Google)
Da Folhapress

SÃO PAULO – A francesa Duralex, conhecida por seus vidros temperados exportados para diversos países, entrou em recuperação judicial. No Brasil, a marca é lembrada pelos pratos, copos e vasilhas em tom escuro, quase marrom.

A decisão foi confirmada pelo tribunal de comércio da cidade de Órleans, na França, na quarta-feira, 23. Antes, segundo o jornal Le Monde, houve um período de observação de seis meses.

A sede da empresa fica na cidade de La Chapelle-Saint-Mesmin, no estado francês de Loiret. Antoine Ioannidès, presidente da Duralex, disse que os 248 funcionários continuarão trabalhando e recebendo seus salários.

Em comunicado encaminhado aos funcionários, a empresa afirmou que as dívidas foram congeladas no dia da abertura do procedimento de recuperação judicial. “Depois que os representantes legais fizerem o levantamento de todos os créditos, a empresa terá como apresentar o plano de recuperação”, disse a Duralex, na nota.

A empresa vinha sofrendo com grandes problemas de caixa desde que precisou reduzir, por mais de um ano, sua produção devido a um problema em um forno em 2017.

No Brasil, a marca Duralex pertence à Nadir Figueiredo desde 2011, quando a fabricante brasileira comprou a Santa Marina e incorporou, além da própria Duralex, a Marinex. Em 2019, a Nadir foi comprada por uma gestora de fundos americana, a HIG Capital.

A recuperação judicial da fábrica francesa não terá efeitos no Brasil, informou à Folha de S.Paulo a Nadir Figueiredo.

“A marca Duralex na América do Sul pertence à Nadir Figueiredo, empresa brasileira consolidada há mais de 108 anos no mercado”, disse, em nota. “Os produtos da marca Duralex como os pratos, xícaras e a linda linha de mesa Duralex Opaline continuarão trazendo beleza à mesa dos consumidores”.

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Assuntos Duralex, Pratos marrons, recuperação judicial
Redação 25 de setembro de 2020
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