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Economia

Dívida pública cresce 86,5% em julho, segundo Banco Central

31 de agosto de 2020 Economia
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Dívida pública alcança 86,5% do PIB em julho sob efeito da pandemia (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Da Folhapress

BRASÍLIA – A dívida pública chegou a 86,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho, aumento de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 31.

Com o aumento de gastos públicos em razão da pandemia do novo coronavírus, a dívida bruta brasileira pode fechar 2020 em 100% do PIB, segundo estimativas da equipe econômica.

O aumento da dívida bruta se deu principalmente pelo aumento nas emissões de títulos públicos, que representou aumento de 0,7 ponto, da incorporação de juros ao montante (0,4 ponto) e da diminuição do valor nominal do PIB (0,2 ponto).

A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, também foi impactada pela crise e fechou em 58,1% do PIB em julho, aumento de 2,2 pontos em relação a junho.

Segundo o BC, contribuíram para o crescimento da dívida líquida o aumento do déficit primário no mês (1,1 ponto percentual) e o efeito da desvalorização do dólar de 5% no período (1 ponto).

Quando há desvalorização da moeda norte-americana, há também aumento do valor da dívida líquida em reais por conta das reservas internacionais.

As contas públicas tiveram rombo de R$ 483,8 bilhões no acumulado do ano, até julho. Nos últimos 12 meses, o governo registrou déficit primário de R$ 537,1 bilhões, o equivalente a 7,48% do PIB.

O resultado primário indica a capacidade do governo de pagar as contas, exceto os encargos da dívida pública. Se as receitas são maiores que as despesas, há superávit. Caso contrário, há déficit.

Desde o início da crise sanitária, o governo tem gastado mais com medidas de enfrentamento à pandemia e arrecadado menos em razão da queda da atividade e das medidas de restrição.

Na sexta-feira, 28, o Tesouro Nacional divulgou um rombo de R$ 505 bilhões no ano, até julho. O resultado é o pior para o período da série histórica iniciada há 23 anos.

Os números divulgados pelo Tesouro e pelo Banco Central têm metodologias diferentes. A autoridade monetária utiliza o cálculo “abaixo da linha”, que leva em conta a necessidade de financiamento do setor público descontando os juros da dívida. O Tesouro calcula os dados fiscais “acima da linha”, que são receitas menos despesas, exclusive juros.

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Assuntos banco central, dívida pública, pib
Redação 31 de agosto de 2020
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