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Economia

Setor de serviços tem queda no desempenho econômico após duas altas seguidas

14 de janeiro de 2020 Economia
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Transporte influenciou queda no setor de serviços (Foto: Lucas Silva/Semcom)

Por Diego Garcia, da Folhapress

RIO DE JANEIRO-RJ – O volume de serviços no Brasil mostrou variação negativa de 0,1% em novembro, interrompendo duas altas seguidas do setor em 2019, divulgou nesta terça-feira, 14, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No mês anterior, a taxa registrou 0,8%, maior valor para a época desde 2012.

Já em relação a novembro do ano anterior, serviços registrou crescimento de 1,8%, enquanto no acumulado de janeiro a novembro de 2019 a variação foi de 0,9%.

O resultado de novembro pode ser explicado pelo recuo no setor de transportes, influenciado pela dificuldade no setor industrial, que acompanhou queda no transporte rodoviário de cargas. “Então, se há uma perda de ritmo na indústria, isso acaba impactando o transporte rodoviário de cargas”, disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio registrou queda de 0,7%, pressionado baixa dos segmentos de transporte terrestre (1,6%), de armazenagem e serviços auxiliares aos transportes (1,1%) e de transporte aéreo (3,3%).

Os outros recuos de novembro ficaram com serviços prestados às famílias (1,5%) e serviços de informação e comunicação (0,4%). O setor de serviços apresentou queda em três das cinco atividades pesquisadas.

“O recuo em serviços de informação e comunicação foi em decorrência da diminuição de serviços na tecnologia da informação e da exibição cinematográfica. Outro recuo foi nos serviços prestados às famílias, relacionado ao hotéis e serviços de bufê”, disse o gerente da pesquisa. De acordo com o IBGE, as taxas foram positivas do mês de novembro ficaram com outros serviços (1,7%) e nos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%).

Na análise regional, o volume de serviços recuou em 16 das 27 unidades da federação. Os principais registros negativos ficaram com Mato Grosso (5,7%), Minas Gerais (1,1%), Pernambuco (3,0%), Santa Catarina (1,8%) e Espírito Santo (3,5%). 

Por outro lado, os principais resultados positivos em termos regionais vieram do Rio de Janeiro (0,8%) e do Distrito Federal (0,9%).
O gerente da pesquisa Rodrigo Lobo viu o resultado como reflexo dos dois meses anteriores com registros positivos.

“É uma acomodação dos últimos dois resultados. Tivemos setembro com alta de 1,5% e outubro com alta de 0,8%, acumulando 2,2% no período. Se analisamos de julho a novembro, o volume de serviços cresceu 2,9%”, disse Lobo.

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Assuntos IBGE, serviços
Cleber Oliveira 14 de janeiro de 2020
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