
Da Redação
MANAUS – O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais), Eduardo Fortunato Bim, disse que não é possível saber a quantidade de óleo que ainda pode chegar nas paias do nordeste. Eduardo Bim foi chamado para dar explicações sobre o desastre na CME (Comissão de Minas e Energia) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 22.
Ele disse que a mancha “navega de maneira errática, indo e voltando, e não é possível saber se o processo está no fim ou não. Identificar a origem dessa fonte de óleo é fundamental para o trabalho de emergência, porque a gente não sabe se está numa ascendente ou numa descendente no aparecimento do óleo”, disse.
Uma força-tarefa do governo envolvendo a Marinha, a Petrobras e a Força Aérea, está nos locais e já retirou 900 toneladas de óleo, segundo o presidente do Ibama.
Nessa segunda-feira, 21, a Folha de S.Paulo publicou a informação que pesquisadores da agência americana Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) e da Universidade de Miami propuseram um método usado de rastrear destroços de acidentes aéreos para identificar a origem do petróleo nas praias do Nordeste.
Boias um pouco maiores que uma bola de basquete à 15 metros de profundidade, que são arrastadas pelas correntes marinhas coletam informações sobre pressão atmosférica, temperatura e localização. Elas enviariam dados sobre correntes marítimas que podem ajudar a criar um mapa indicando a origem do derramamento e rota das manchas de óleo.
