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Economia

Copa do Mundo e economia desvalorizam a ‘marca’ Brasil

11 de dezembro de 2014 Economia
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Maracanã/Fernandes Arquitetos Associados

SÃO PAULO – A “marca” Brasil se desvaloriza no exterior e a Copa do Mundo de 2014, no lugar de incrementar o valor da imagem País no mundo acabou tendo um efeito inverso. Essa é a conclusão do Brand Finance, consultoria especializada em determinar o valor de marcas, que indica que Austrália e Índia superaram o Brasil.

Com base numa avaliação da economia, da imagem, do desempenho de seus atores e impacto no mercado, a consultoria tenta estabelecer qual a força da marca de um país.

No ranking publicado nesta semana, o Brasil caiu da oitava posição em 2013 para a décima, tendo seu valor de marca reduzido. Em um ano, o País perdeu o equivalente a US$ 75 bilhões em sua marca e hoje valeria US$ 1,4 trilhão. A redução de 5% foi uma das maiores do mundo.

Um dos aspectos foi o desempenho econômico do País. “O crescimento econômico tem sido fraco sob o governo de Dilma Rousseff e sua reeleição deixa pouca margem para sugerir uma reviravolta imediata no destino do País, apesar de um tom mais conciliador de Dilma”, indicou o informe.

Segundo o levantamento, nem mesmo a Copa do Mundo conseguiu reverter essa tendência. “O prometido impulso financeiro do Mundial não se materializou”, indicou. “A atividade econômica, no lugar de ser estimulada, se estagnou.”

Para completar, a realização da Copa no Brasil acabou reforçando estereótipos do País. “Quando os olhos do mundo estão focados em um país, eles vão ver as falhas à medida que o país projete sua imagem”, indicou.

“Os protestos de ruas no Brasil foram uma reação direta aos custos da Copa do Mundo. No lugar de o Brasil ser visto como uma economia bem administrada e com rápido crescimento, pronto para receber o mundo, foram reforçados os velhos estereótipos das nações latino-americanas como sendo ineficientemente geridas e ocasionalmente sem leis”, alertou a consultoria.

Para a entidade, Rússia com a Copa de 2018 e o Catar em 2022 correm o risco de sofrer o mesmo impacto do Brasil. “As evidências sugerem que espetáculos esportivos não apenas geram perdas no curto prazo, mas podem ser uma forma ineficiente de construir uma marca de uma nação”, indicou. “Quando a Rússia e o Brasil trocarem de papéis nos próximos anos, com a Rússia sediando a Copa de 2018 e o Brasil a Olimpíada de 2016, pouco indica que qualquer mudança ocorrerá.”

“Boa administração e campanhas de marca bem geridas e regularmente monitoradas seriam rotas aos sucesso bem mais indicadas”, afirmou. Pelo ranking, a economia com a marca mais valorizada é a americana. Os EUA teriam um valor de US$ 19,3 trilhões, três vezes maior que a segunda colocada, a China. Entre as marcas que mais avançam está a do Catar, que teve um crescimento de 39% em um ano, valendo US$ 256 bilhões.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos brasil, copa do mundo
Valmir Lima 11 de dezembro de 2014
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