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Esporte

Brasil tropeça na Venezuela e no VAR e ouve gritos de ‘olé’ em Salvador

19 de junho de 2019 Esporte
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Seleção teve nove minutos de acréscimos, mas o tempo não foi suficiente para evitar o tropeço contra a Venezuela (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Da Folhapress

SÃO PAULO – Depois de vencer a Bolívia ouvindo vaias em sua estreia na Copa América, o Brasil encarou a Venezuela com duas metas: obter a classificação antecipada às quartas de final e construir uma relação mais harmoniosa com a torcida. Nenhum dos objetivos foi alcançado na noite de terça-feira, 18, e a seleção não conseguiu nada além de um empate por 0 a 0.

Com problemas na criação e dois gols anulados com o auxílio do VAR (árbitro assistente de vídeo), o time verde-amarelo enfrentou protestos firmes das arquibancadas na Fonte Nova. Antes mesmo do apito final em Salvador, o público já havia explodido em vaias, um fracasso retumbante no plano de uma “conexão” com a galera, palavra usada pelo capitão Daniel Alves.

O empate não tirou os anfitriões da competição da liderança do Grupo A, com os mesmos quatro pontos do Peru – seu adversário no sábado (22), em São Paulo, no estádio Itaquera. A Venezuela, que soma dois pontos e está viva na chave, enfrentará a zerada Bolívia, também no sábado, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Como havia ocorrido na estreia, o Brasil não começou mal o jogo, encaixando boas trocas de passes. O eficiente Arthur ditava o ritmo no meio-campo, e havia relativo sucesso na tentativa de desequilibrar a marcação da Venezuela, que se mostrava um adversário bem organizado.

Uma dessas jogadas iniciadas por Arthur acabou chegando a David Neres, que concluiu em boa condição, na área, mas sem precisão. Pouco depois, Richarlison ficou com a bola após saída errada dos visitantes, carregou até a entrada da área e bateu rasteiro, obrigando Fariñez a fazer a melhor defesa do primeiro tempo.

Esses dois lances ocorreram até os 17 minutos e, a rigor, foram as únicas oportunidades brasileiras até o intervalo. Logo em seguida, os venezuelanos tiveram sua chance, usando sua arma mais perigosa: os cruzamentos para o forte centroavante Rondón. Ele ganhou de Marquinhos e errou por muito pouco.

Nesse momento, tal qual ocorrera contra a Bolívia, o bom momento inicial já tinha passado. A equipe grená conseguiu encaixar a marcação de maneira mais eficiente, e o Brasil passou a ter dificuldades. O time não ficou estático e buscou alternativas, porém a defesa levava vantagem na maior parte do tempo.

Roberto Firmino chegou a arrancar um grito de gol dos torcedores, mas o lance já havia sido parado por falta do atacante. Sem que a bola na rede fosse validade, Tite decidiu colocar Gabriel Jesus no intervalo, sacando do time Richarlison, trocando a força física pela leveza.

Jesus entrou mesmo pela ponta esquerda, onde Richarlison havia terminado o primeiro tempo. Ele se mostrou boa opção e logo deu chute perigoso. Aos 15, bateu de fora e, após rebote de Firmino, recebeu de volta arrancou um grito de gol mais firme da torcida. Após revisão no vídeo, porém, o juiz apontou impedimento.

A ansiedade do público, que já estava alta, cresceu bastante. As arquibancadas não tinham aprovado a entrada de Fernandinho na vaga do amarelado Casemiro, pouco antes, e pediram “é Cebolinha”, referindo-se a Everton. Tite atendeu e pôs em campo o atacante do Grêmio, que substituiu David Neres a 20 minutos do final.

A substituição até funcionou. Everton entrou muito bem e construiu uma ótima jogada pela esquerda, aos 42 minutos, no que parecia ter sido o gol da vitória brasileira. Philippe Coutinho concluiu na pequena área, na sobra, mas a bola bateu no impedido Firmino antes de balançar a rede.

O VAR entrou novamente em ação e informou ao juiz Julio Bascuñan sobre a irregularidade. A seleção ainda teve nove minutos de acréscimos, pelas paralisações para consulta de vídeo e pela cera feita pelos venezuelanos no final, mas o tempo não foi suficiente para que o tropeço fosse evitado.

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Assuntos Copa América, Seleção Brasileira, Venezuela
Redação 19 de junho de 2019
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