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Arthur diz que compra de ônibus na gestão Amazonino gerou crise com a Suécia

22 de maio de 2019 >Dia a Dia
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arthur neto
Prefeito Arthur Neto diz que gestão Amazonino não fez proteção do câmbio (Foto: Mário Oliveira/SEMCOM)

Da Redação

MANAUS – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse que a dívida das empresas do transporte de passageiros na capital, que se acumulam desde 2009, na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes, criou uma crise diplomática com a Suécia. Segundo Arthur, na época as empresas foram obrigadas a comprar, de uma só vez, 366 ônibus novos, sendo alguns deles articulados e, por terem carroceria e motores da empresa sueca Volvo, foram negociados com pagamento em dólar.

“Eles fizeram os empréstimos (à época) com dólar a R$ 1,80, sem fazer o chamado Hedge, que é a proteção cambial. Ou seja, faço um negócio e digo que é R$ 1,80, mas se o dólar subir para R$ 4, continuaria em R$ 1,80 a prestação do ônibus. Isso não foi feito e a dívida, agora, está muito difícil de pagar”, disse o prefeito.

“Foi uma irresponsabilidade enorme. Falta de conhecimento em economia, do ponto de vista de quem governava, e falta de conhecimento dos empresários que não estavam acostumados a fazer esse tipo de operação”, afirmou.

Arthur afirmou que, além de problemas financeiros no sistema de transporte, deixando os empresários endividados e sem crédito para novos financiamentos, a negociação causou embaraços diplomáticos para o Brasil. “Eu tenho respondido por isso. Tenho dialogado com a embaixada sueca, com o Itamaraty. Disse ao embaixador e disse ao pessoal do banco HSBC que poderiam ter sugerido o Hedge. Como bons negociantes, deveriam ter avisado que poderiam fazer a operação com ou sem a proteção”, disse.

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Assuntos Arthur Neto, Prefeitura de Manaus, Sinetram
Cleber Oliveira 22 de maio de 2019
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2 Comments
  • Observador disse:
    22 de maio de 2019 às 13:53

    Kkkkk é muita cara de pau de uma só pessoa, aonde está a cidade inteligente? Porque o povo burro o Sr. Sabe muito bem.

    Responder
  • Ney Cardoso disse:
    22 de maio de 2019 às 23:41

    A falta de respeito com o dinheiro do público é grande. O prefeito que deveria zelar pelos interesses da população está defendendo os empresários que querem aplicar o calote. Ninguém obrigou os empresários a obterem empréstimos financeiros do HSBC. As empresas de ônibus são privadas e o município não deve ser meter em assuntos que não tem competência. Os empresários são responsáveis pelos seus atos. O prefeito tem que exigir ônibus novos com ar condicionado e um ótimo serviço de qualidade. Se não tem como atender o prefeito tem a obrigação de fiscalizar e punir os empresários. Esta na hora de separar o joio do trigo. Ou o prefeito está a serviço da população ou está a serviço dos empresários. Pois já se passam mais de 7 anos que isto aconteceu e nenhum empresário das empresas de ônibus fez uma denúncia e tão pouco apresentou um documento. A SEFAZ-AM constatou a fraude das empresas de ônibus que desviaram mais de 1 milhão de litros de diesel e até hoje ninguém apresentou denúncia a justiça.

    Responder

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