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Sérgio Augusto Costa

A geração touch screen estimulando a democracia

4 de maio de 2019 Sérgio Augusto Costa
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tiago paiva

A imersão permanente na internet, em aplicativos e redes sociais, estimula de maneira diferente o aprendizado e amplia a capacidade de analisar ideias. Os movimentos finos de nossas mãos comandados pelos polegares passaram a moldar o comportamento de uma geração inteira. No celular conectado à rede mundial de computadores carrega-se amizades, a escola, o trabalho e uma fonte inesgotável de conhecimento, com a liberdade para refletir sobre os episódios do cotidiano e expressar suas opiniões.

Essa liberdade, gerou especialistas digitais nas mais diversas profissões, muitos sem qualquer conhecimento sobre o assunto expressado, no entanto, como descreve o título do livro de José Luiz Tejon ‘Os guerreiros não nascem prontos’, essa geração, se composta de cidadãos que tem real desejo de produzir mudanças, pode compartilhar experiências culturais, econômicas e políticas, influenciando nos rumos de nossa democracia.

Das mobilizações nas ruas, muitas delas iniciadas pelas redes sociais, ensejando desde a redução da tarifa de ônibus até o impeachment de uma Presidente da República, conseguimos vislumbrar um ponto em comum: os especialistas de plantão, sem qualquer responsabilidade com seus comentários, impregnados de ódio, discriminação e principalmente desconhecimento do tema, movidos apenas pela ânsia de criticar ou puxar sardinha para ideologia de sua preferência, perdem a oportunidade de construir nas redes sociais debates que elevem a discussão e culminem em sugestões propositivas de políticas públicas.

Convivemos em uma democracia participativa, o cidadão tem o poder de tomar decisões políticas, indiretamente, por meio de seus representantes eleitos pelo voto – no papel era para ser assim, falta nossa fiscalização e cobrança -, ou diretamente através de plebiscito, referendo, iniciativa popular e outras ferramentas dispostas pela legislação. Dessa feita, não compete ao cidadão apenas votar, devemos cumprir o dever de fiscalizar e monitorar a atuação dos poderes constituídos, e, utilizando aquele mesmo dedo polegar que votamos nas urnas, através das redes sociais estimular de forma coerente e efetiva a boa prática na gestão administrativa.

Nossa geração touch não pode tão somente ao ver um problema social, passar o dedo para o lado, fechando os olhos para os males que a péssima gestão acarreta, vez que, todos os problemas estão interligados e devem ser enfrentados e promovidos concomitantemente, com plena consciência que a origem de tudo é a corrupção. É a causa de nosso subdesenvolvimento e da pobreza diagnosticada pelo índice de desenvolvimento humano. Somente a educação dessa nova geração, fora de conceitos ideológicos, poderemos gerar cidadãos comprometidos com a justiça social.

A geração touch, pode e deve se organizar e realizar ações que fortaleçam o Município no caminho do controle social, produzindo trabalhos que promovam a educação e o monitoramento de políticas públicas de qualidade.

Ademais, deve-se unir à sociedade civil organizada, para juntos formarem uma força tarefa de cidadãos engajados na fiscalização e monitoramento das políticas públicas e a forma de como são utilizados os recursos. Ser cidadão é, antes de tudo, ter consciência e fazer valer seus direitos e cumprir seus deveres. Nesse momento, nada é tão importante que propiciar debates sobre cidadania, democracia, participação popular, promovendo a inclusão social e gerando oportunidades de crescimento dessa geração ávida por conhecimento, para que assim, possam comentar, curtir e compartilhar de maneira responsável a construção de uma cidade melhor, com políticas públicas de qualidade.


Sérgio Augusto Costa da Silva – Delegado de Polícia, Bacharel em Direito e Teologia, pós-graduado em Direito Público, Penal e Processo Penal, MBA em Gestão Financeira e Contábil no Setor Público-UEA, Pós-graduando em Gestão de Tecnologia aplicada à Segurança de Dados-UEA e Mestrando em Segurança Pública- UEA.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos democracia, internet
Cleber Oliveira 4 de maio de 2019
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