
Da Redação
MANAUS – Doze pessoas foram presas em Manaus por envolvimento em esquema criminoso de compra e venda de terrenos baldios. As prisões aconteceram durante a operação ‘Orbis’, da Polícia Civil, nessa quarta-feira, 20. O delegado Rafael Allemand disse que os suspeitos vendiam terrenos de terceiros como se fossem deles e exigiam pagamentos à vista. Até o momento, cinco pessoas foram vítimas do golpe em Manaus.
Segundo Rafael Allemand, o grupo localizava imóveis que estavam à venda e anunciava em sites. O delegado afirma que quando uma pessoa se interessava, entrava em contato com um dos criminosos e começavam as negociações. O comprador era informado que o valor deveria ser pago à vista e logo em seguida fazia o depósito. Após receberem documentos falsos sobre o terreno, as vítimas começavam a limpar o local para a construção de residência quando eram surpreendidas pelo verdadeiro dono, que informava que não havia realizado venda alguma. O comprador percebia então que havia caído no golpe.
Allemand disse que Fábio Lima é o líder do grupo, que usava mulheres para passar maior confiança, apresentar o terreno e atender os telefonemas. Cada integrante recebia cerca de R$ 400 reais e Fábio ficava com a maior parte, segundo o delegado. O cartório se limitava apenas a autenticar os documentos apresentados, de acordo com o delegado Raul Augusto Neto. “Em momento algum a vítima exigia uma Certidão Narrativa do imóvel para comprovar a posse da propriedade. Agora, o que nós sabemos é que o cartório se limitava apenas a autenticar o documento que era apresentado”, disse Neto.
As investigações começaram após uma das vítimas procurar a polícia em fevereiro deste ano. Renato Alves, 43, havia se interessado por um terreno no Conjunto Águas Claras, bairro Cidade Nova, zona norte. Renato pagou R$ 50 mil pelo terreno e posteriormente descobriu que era golpe. “A vítima deu 5 mil à vista para a Andreia no cartório e fez um depósito de 45 mil na conta de um terceiro. Quando ele tomou conhecimento que tinha caído num golpe procurou uma delegacia e nós demos início a uma investigação que culminou na prisão do grupo”, disse Raul Neto
Indiciamento
Todos os integrantes do grupo foram indiciados por estelionato, organização criminosa, falsificação de documentos públicos e uso de documento falso.
Foram presos:
Aládio Magalhães da Silva, 61, conhecido como “Velhinho”;
Aldo Cézar da Costa Almeida, 43;
Andreia Souza Araújo, 23;
Antônio Gilmar Leão Delgado, 54;
Débora Ferreira da Silva, 35;
Fábio Júnior de Sousa Lima, 30 (líder do grupo);
Giguilane Fernandes Ribeiro, 30, conhecida como “Rebeca”;
Janaína de Souza Barão, 30;
Maria Neuda de Sousa Lima, 41;
Oyama Benaion Batista de Souza, 53;
Rafaela Batista Guerreiro, 30;
Sandra Zelia de Jesus de Souza Lima, 43.
(Colaborou Patrick Motta)
