
MANAUS – O presidente eleito Jair Bolsonaro, na tarde desta sexta-feira, 9, falava à sua audiência em uma live no Facebook, e discorria sobre a ideia de explorar a biodiversidade da Amazônia, que segundo ele, é explorada por outros países de forma clandestina. E questionou “por que não podemos fazer acordos bilaterais para explorar a Amazônia com alguns países? Sem o viés ideológico, deixar bem claro”. Em seguida, ele explica o que é o viés ideológico. “O que que é sem viés ideológico? É sem viés ideológico!”.
Ou o presidente eleito é ignorante no assunto ou acha que o brasileiro é de todo ignorante. O pensamento de Bolsonaro sobre “viés ideológico”, não se encaixa nem no sentido filosófico positivo de ideologia e nem no sentido negativo, desenvolvido pelo marxismo.
No primeiro, ou seja, no sentido positivo do termo, ideologia é um conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de uma sociedade, de uma época ou de uma classe, que tem a função de orientar os indivíduos na vida social.
No sentido negativo, por assim dizer, ou no sentido marxista, a ideologia é um instrumento de dominação que, através do convencimento ou de um conjunto de ações de grupos e instituições, imprimem na sociedade as ideias dominantes como ideias universais, principalmente com o propósito de dominar as classes subalternas ou a classe trabalhadora, e assim manter a dominação de classe.
O que Bolsonaro propõe é apenas uma mudança de ideário ideológico, que na verdade agudiza a ideologia no sentido marxista. Ao dizer que quer se relacionar com outros países sem o viés ideológico, o presidente apenas reforça a ideia de que quer imprimir outra ideologia, diferente da adotada pelo governo que o antecedeu, mas que é muito parecida com a do atual governo Temer.
O discurso de Bolsonaro tem muito mais viés ideológico do que o de qualquer outro presidente que o antecedeu. A lição que se tira, até aqui, é a de que ele aposta na cegueira de seus seguidores e na ignorância de boa parte da população para imprimir uma nova visão de sociedade, que está muito bem representada no mundo, através de um ideário puramente ideológico.

esse ai tem menos vocabulário que o analfabeto mula, ele usa as mesmas palavras nos seus discursos e entrevistas ” cuestão” ( questão) , viés ideológico, no tocante …
Esquerda maldita tenta a qualquer custo desmoralizar a imagem do Bolsonaro tenha vergonha na cara