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Geral

Testemunha da morte de jovens na zona oeste de SP vai receber proteção

11 de outubro de 2018 Geral
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Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – A adolescente de 17 anos que testemunhou a morte de quatro adolescentes, no sábado, 6, em um suposto confronto com policiais militares no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, foi encaminhada ao Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas (Provita), da Secretaria Estadual da Justiça.

O caso está sendo investigado pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além de ser acompanhado pela Ouvidoria das Polícias de São Paulo, por causa da suspeita de que os rapazes foram mortos após se render.

A secretaria agendou uma entrevista com ela e parentes para o acolhimento no programa, que providencia a transferência dos atendidos para um local protegido, a preservação de sua identidade e apoio financeiro, psicológico, médico e jurídico. A jovem foi encaminhada após relatar, em depoimento no DHPP, que os rapazes, com idade entre 15 e 17 anos, haviam se rendido, se ajoelhado, colocado as mãos na cabeça e gritado para os policiais “Perdemos!”, antes de serem mortos.

A jovem contou que sobreviveu porque o corpo de um dos amigos caiu sobre o dela. E ela se fingiu de morta até a chegada de mais testemunhas.

Ela disse ter sido ameaçada pelos PMs, que queriam que gravasse um vídeo contando que houve confronto. Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), a chegada de mais testemunhas ao local, uma viela próxima da Avenida Presidente Altino, impediu que os PMs a matassem – na delegacia, a jovem disse que a mãe também ouviu dos PMs que ela seria morta, caso negasse a versão de que houve tiroteio.

O caso vem sendo investigado desde sábado. Os cinco adolescentes estavam em um Ford Focus roubado, que foi abordado por policiais da Força Tática. Os policiais envolvidos, afastados das funções pela Corregedoria da PM desde segunda-feira, afirmaram que as mortes ocorreram depois de o quarteto atirar. Eles apresentaram quatro armas na delegacia.

Laudo

O ouvidor Benedito Mariano afirmou ter solicitado laudos ao Instituto de Criminalística sobre o tiroteio. Ele planeja concluir até quarta-feira um relatório sobre o caso.

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Assuntos Amazonas, sao paulo, Testemunha
Redação 11 de outubro de 2018
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