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Economia

Engenheiros defendem uso do Sinapi para reduzir custo de obras públicas

12 de setembro de 2018 Economia
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Obra urbanização (Foto: Pedro Ribas/ANPr/Fotos públicas)
Obras públicas podem ter custo menor com comparação de preços de materiais (Foto: Pedro Ribas/ANPr/Fotos públicas)

Da Redação

MANAUS – Engenheiros e arquitetos defendem o uso do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) para reduzir custos de obras públicas. A defesa da ferramenta ocorreu nessa terça-feira, 11, em Manaus, no ‘Seminário sobre Revisão do Sinapi’. O sistema é gerenciado pela Caixa Econômica Federal. Responsáveis por orçamentos nos municípios podem adequar compras à realidade local, conforme está previsto no decreto presidencial 7.983, de 8 de abril de 2013.

De acordo com o arquiteto Mauro Castro, gerente-executivo do Sinapi, o sistema trabalha com valores coletados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) nas capitais ou regiões metropolitanas das capitais, sem considerar as variações de preços de insumos nas demais cidades de cada estado.

Em Estados como o Amazonas, onde os preços podem variar muito de município para município, o arquiteto sugeriu que os orçamentistas façam uma pesquisa de preços e informem no sistema. Como trata-se de orçamento para obras públicas, os profissionais devem procurar estabelecimentos comerciais regularizados junto ao poder público. “Em sendo a referência do Sinapi para a capital e, se este preço da capital não está adequado para um município no interior do Estado, que se faça um levantamento daqueles insumos que têm uma participação significativa no custo da obra, principalmente, junto ao mercado local”, destacou Mauro.

A engenheira civil Luciana Andrade, responsável pela Área de Orçamentos do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), explicou que o orçamentista pode fazer as adequações necessárias no sistema, já que o Sinapi é uma ferramenta referência.

“Não esquecendo que um bom orçamento não é só feito de composições diretas, do que está presente nesse sistema de referência, mas também de custos indiretos, administração local, mobilização, desmobilização, frete, que não é previsto nos custos de insumos, ou seja, fazer a inserção de todos os custos adicionais que precisam estar presentes de acordo com a sua realidade, de acordo com a dificuldade de cada região”, disse.

Custos indiretos, segundo Luciana, são os que não estão diretamente relacionados à execução da obra. “O pedreiro, o servente, que vai executar a alvenaria está diretamente relacionado àquele custo. O tijolo, a argamassa processada estão diretamente relacionados aquele serviço, à execução da alvenaria, mas o engenheiro, que é necessário para gerir corretamente, para obter a produtividade, a qualidade do serviço que vai ser executado, também é fundamental para a execução para a boa entrega do equipamento público, com a qualidade necessária, dentro do prazo estipulado”, explicou.

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, o seminário em Manaus teve o objetivo de desmistificar a utilização da ferramenta. “Existia uma ideia de que o Sinapi era um preço fixado, era um preço que você tinha que seguir. Na realidade, se sabe que você pode interceder sobre isso, dependendo da sua realidade, das suas características”, disse.

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Assuntos Caixa Econômica, orçamento público, Sinapi
Cleber Oliveira 12 de setembro de 2018
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