
Da Redação
MANAUS – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTRM), Givanci Oliveira, afirmou que manterá a greve de ônibus em Manaus, a partir desta terça-feira, 29, por tempo indeterminado, mesmo com ordem da Justiça que proibiu a paralisação. “Eles (empresários) também desobedeceram. Por que a Justiça também não pune o empresário, só o trabalhador?”, questionou o sindicalista sobre a desobediência civil.
Givanci alegou que a Justiça do Trabalho determinou o pagamento de 3,5% de reposição salarial que ainda não foi cumprido pelos empresários. “Eles não cumpriram a ordem judicial. Estamos há dois anos negociando sem resultados, por esse motivo chegamos à greve”, justificou. Givanci afirmou que o sindicato não adota a catraca livre porque é ilegal. “Não podemos se apropriar do que é nosso. Só o prefeito é que pode fazer catraca livre. Se fizermos isso, é apropriação indébita”, disse.

“Quem me paga são os rodoviários, não a população. Tem que cobrar do prefeito, pois a população paga o prefeito, os vereadores, eu não sou vereador ou deputado. Se a população sofre hoje, é por conta da incompetência do poder público”, disse Givanci.
Prefeito Arthur Neto reagiu. “Eles desrespeitaram uma decisão judicial que impedia esse movimento. Vamos esperar pela reação da ilustre Corte do Trabalho, que tem sido, por repetidas vezes, desrespeitada e isso não pode acontecer”, disse o prefeito, em entrevista a uma emissora de rádio na manhã desta terça.
“Uma greve razoável deveria funcionar com, pelo menos, 70% da frota, para ser justa, principalmente, para a população que está sendo prejudicada por conta de uma minoria. A sociedade tem sido vítima de vários movimentos, porque cada categoria quer reivindicar seus direitos, e muitos, com razão, mas a população, que é a maioria, não pode ser quem sempre sai perdendo”, afirmou Arthur Neto.
No último sábado, 26, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acatou o pedido feito pelo Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas) para que os rodoviários não realizassem a greve. A desembargadora Ruth Barbosa Sampaio determinou que, em caso de descumprimento da ordem judicial, o Sindicato dos Rodoviários poderá ser multado em R$ 30 mil por hora de paralisação.
O Sinetram informou que acionou novamente a justiça para normalizar os serviços. Apenas 30% da frota começou a operar por volta das 4h desta terça-feira.
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região informou que se encontra em análise medida judicial impetrada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), onde requer majoração da multa já deferida pela desembargadora plantonista, em virtude de descumprimento de ordem contida nos autos do Dissídio Coletivo de Greve – DCG 0000203-04.2018.5.11.0000.
