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Geral

Em 2017, PF bate recordes e toma do narcotráfico quase R$ 600 milhões em bens

11 de janeiro de 2018 Geral
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Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) bateu seu recorde histórico de apreensões de cocaína e maconha em 2017. Por meio de operações das Delegacias de Repressão a Entorpecentes e do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise), a PF tirou de circulação 44,7 toneladas de cocaína e 313 toneladas de maconha. Os números são parte do balanço da Coordenação-Geral de Polícia de Repressão a Drogas (CGPRE).

Embora o número de operações especiais tenha diminuído no ano, 80 em 2017 e 121 em 2016, a quantidade de drogas apreendidas representa um recorde dentro da série histórica aferida desde 1995.

O valor de bens apreendidos também superou o ano de 2014, que detinha o recorde com R$ 323 milhões, e alcançou a cifra R$ 591 4 milhões em bens apreendidos pelas ações da PF.

Entre as principais operações realizadas a Polícia Federal cita a Spectrum, responsável pela prisão de Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca” e apontado como um dos maiores “barões da droga” do Brasil.

O traficante foi identificado pelos investigadores mesmo após realizar várias cirurgias plásticas para alterar seu rosto. A identificação foi possível após trabalho de peritos criminais que conseguiram mapear traços faciais do traficante com base em fotografias antigas.

O grupo liderado por “Cabeça Branca”, segundo a PF, operava com estrutura empresarial e controlava áreas de produção de drogas nas selvas da Bolívia, Peru e Colômbia.

A PF estima que a organização criminosa liderada pelo traficante introduzia cerca de 5 toneladas de cocaína por mês no Brasil por meio de aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores, utilizando o espaço aéreo da Venezuela, e pousavam em fazendas brasileiras na fronteira entre os Estados do Pará e Mato Grosso.

Outra operação citada no balanço da PF é a Brabo, realizada em setembro de 2017 por investigadores de São Paulo. A investigação se deu por meio de cooperação com a agência americana de combate ao tráfico de drogas, DEA, e desarticulou uma organização criminosa que atuava na exportação de drogas por meio do porto de Santos.

Com base na Operação Brabo, a PF alertou autoridades da Antuérpia (Bélgica), Shibori (Inglaterra), Gioia Tauro (Itália) e Valência (Espanha) para que interceptassem carregamentos remetidos pelo grupo via Porto de Santos.

Em 2017, a PF mais uma vez avançou sobre o grupo criminoso liderado por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Na operação Espístola, realizada em maio, os investigadores descobriram que mesmo preso no presídio federal em Rondônia, Beira-Mar atuava no comando do tráfico em outros negócios nas comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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Assuntos apreensão, Balanço, drogas, policia federal
Redação 11 de janeiro de 2018
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