
Por Michelle Portela, especial para o ATUAL
BRASÍLIA – Jovens negras têm 6,97 mais chances de serem assassinadas do que brancas no Estado do Amazonas, de acordo com dados do IVJ 2017 (Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017). No Brasil, o risco de vida de mulheres negras é mais que o dobro de brasileiras brancas.
O Amazonas é o segundo estado brasileiro no ranking de vulnerabilidade para negras. Em 26 unidades da Federação – o Paraná não foi incluido no estudo – a taxa de homicídios entre mulheres de 15 a 29 anos é maior entre as negras.
O estudo foi feito pela Secretaria Nacional de Juventude e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), com base na análise de dados de 304 municípios do País com mais de 100 mil habitantes.
As informações utilizadas estão divididas em quatro dimensões e incluem pela primeira vez a questão de gênero: violência entre jovens, frequência à escola e situação de emprego, pobreza no município e desigualdade. Essa é a segunda edição do índice, que já havia sido calculado em 2015.
Ainda de acordo com o relatório, os jovens negros com idade entre 15 e 29 anos têm 4,4 mais chances de serem assassinados do que um jovem branco.
Dados nacionais
Uma jovem negra no Brasil corre risco 2,2 vezes maior de ser morta do que uma jovem branca, segundo o estudo, que divulgado na segunda-feira, 11. Em 26 unidades da Federação – apenas o Paraná fica de fora -, a taxa de homicídios entre mulheres de 15 a 29 anos é maior entre as negras.
Elas são ainda mais vulneráveis à violência em Estados como o Rio Grande do Norte, onde morrem 8,11 vezes mais do que as jovens brancas.
