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zmanchete

Aeroporto Eduardo Gomes sai dos planos de privatização do governo para 2018

18 de agosto de 2017 zmanchete
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Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (Foto: Infraero/Divulgação)
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, tem processo de privatização adiado (Foto: Infraero/Divulgação)

Por Iram Alfaia, de Brasília

BRASÍLIA – O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes sai dos planos de privatização do governo para o próximo ano. A ideia agora é vender Congonhas (SP), Recife (PE) e Cuiabá (MT). Os dois últimos seriam privatizados como líderes de blocos nas suas regiões.

Para não inviabilizar completamente a Infraero, que tem 20% de sua receita oriunda de Congonhas, o plano é vender os 49% de participação da empresa nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Brasília (DF).

Pelos cálculos do governo, essa operação renderia entre R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, que entrariam diretamente no caixa da empresa. Os recursos serviriam para sanear a estatal e pagar os planos de demissões voluntárias.

Segundo uma fonte do governo ouvida pelo jornal Valor Econômico, isso permitiria a empresa abrir seu capital e continuar operando os aeroportos de Manaus, Santos Dumont (RJ) e Curitiba (PR).

Uma fonte da Infraero revelou ao ATUAL que isso não livra o Eduardo Gomes da privatização; o plano apenas adia a venda do aeroporto para uma outra etapa.

Mesmo com essa operação, acredita-se que a Infraero será insustentável financeiramente. Outra preocupação na empresa é que o governo quer vender “a participação da estatal num período de baixa, ou seja causando prejuízos aos cofres públicos”.

“Desmontar a Infraero antes da distribuição de dividendos dessas companhias é rasgar dinheiro. É repetir a compra e venda da Refinaria de Pasadena. Para se ter dimensão, o Rio Galeão foi avaliado em R$ 200 milhões enquanto que o valor ofertado pela Changi e Odebrecht foi de R$ 19 bilhões”, diz um documento dos funcionários da empresa.

Num tom mais crítico à privatização no setor, o movimento diz que a política do atual governo é de dilapidação do patrimônio público em “nome da obtenção de recursos para a União cobrir déficit”.

Os funcionários denunciam que o governo está na contramão do que se observa nos países desenvolvidos, onde o controle das empresas são mantidos pelo Estado.

“Para agravar, as empresas públicas estrangeiras a exemplo da Fraport (Alemanha), Zürich AG (Suiça), Changi (Singapura) e AENA (Espanha) estão adquirindo os aeroportos brasileiros, colocando em xeque a soberania do país”.

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Assuntos Amazonas, Eduardo Gomes, Governo Temer, Infraero, privatização
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