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Dia a Dia.

Governo multa Umanizzare por motins e fugas em presídios de Manaus

4 de agosto de 2017 Dia a Dia.
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Cadeia Raimundo Vidal Pessoa (Foto: PC/Divulgação)
Umanizzare administra presídios de Manaus, mas não evita rebeliões e fugas de presos (Foto: PC/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – A PGE (Procuradoria Geral do Estado do Amazonas) multou em mais de R$ 8,5 milhões as empresas Umanizzare Gestão Prisional e Serviços e a Auxílio Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda. por descumprimento de normas contratuais nos anos de 2015 e 2016, relacionadas a motins e fugas de presos. Umanizzare e Auxílio integram um consórcio de empresas responsáveis por administrar o sistema prisional do Amazonas

O processo de aplicação de multa e inscrição na dívida ativa do Estado ocorreu contra as empresas após a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) não chegar a um acordo com as duas consorciadas sobre o reconhecimento das falhas e no pagamento das multas. A Seap abriu um procedimento sancionatório e enviou o caso à PGE para que as empresas fossem cobradas.

Segundo o procurador-geral do Estado, Tadeu de Souza, o procedimento foi publicado no Diário Oficial (DOE) do dia 27 de julho no qual cobra R$ 7.089 milhões da Umanizarre e R$ 1,5 milhão, da Auxílio.

“Essas multas são referentes a descumprimentos contratuais por parte da Umanizzare e Auxílio, detectados pela Secretaria de Administração Penitenciária, que abriu procedimento sancionatório para cobrar esses valores. Como não houve nenhum tipo de acordo, a secretaria repassou à PGE, para que ela inscreva as empresas na dívida ativa do Estado e faça essa cobrança”, disse Souza.

Contrato

Segundo o subprocurador-geral do Estado, Victor Cipriano, esses valores são referentes à multa aplicada de 2% às duas empresas sobre o valor do contrato que elas possuem para administrar os presídios do Amazonas por descumprimento da Cláusula 11º, que se refere à ocorrência de fugas, rebeliões e motins, ocorridos nos anos de 2015 e 2016. “As empresas não cumpriram com suas obrigações principais, que são evitar a ocorrência de conflitos e fugas dos presos nos anos de 2015 e 2016. Por isso, o Estado tomou essa providência legal que está prevista em contrato”, salientou o subprocurador.

Cipriano informou que o prazo extrajudicial de cinco dias para que a Umanizzare e a Auxílio efetivassem o pagamento das multas terminou na última terça-feira, 1º de agosto. “Se for confirmado o não pagamento, caberá a PGE ingressar com ações judiciais contra a empresa”, completou.

A Umanizzare já responde a um processo no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que tramita na 2ª Vara da Dívida Ativa Estadual, referente a multas devidas ao Estado no valor de R$ 3,2 milhões, ajuizadas neste mês.

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Assuntos Amazonas, Compaj, Seap-AM, Umanizzare
Cleber Oliveira 4 de agosto de 2017
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